OPINIÃO
21/08/2014 10:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Dia desses conversando com o Carlos Meijueiro

"É conversando que a gente faz revolução." O integrante do coletivo Norte Comum, do Rio de Janeiro, acredita que as cidades foram desenhadas para as pessoas não se conhecerem - e quer mudar isso.

Reprodução

"É conversando que a gente faz revolução." Essa foi uma das frases que Carlos Meijueiro, 27 anos, integrante do coletivo Norte Comum, disse a mim durante a nossa conversa numa manhã de sol no Hospício do Engenho de Dentro. Se você hoje me perguntar quem ando lendo, entre algumas mulheres negras, direi também: Carlos Meijueiro. Quem o acompanha nas redes sociais, sabe que sua atualização diária de textos que se passam, em sua maioria, no subúrbio do Rio de Janeiro, são encantadores e faz refletir sobre cidade e as relações contemporâneas que acontecem nela.

Essa conversa, não sei se para o Carlos, foi muito importante para mim. Ele me ensinou que ônibus na Grécia era chamado de metáfora, além de uma das coisas mais lúcidas que ouvi esses dias que, hoje, assumo na minha fala porque esse também é o meu lugar de fala.

"Eu acredito nessas coisas e acho que não era para a gente se conhecer. O planejamento urbano não é só planejado, espacialmente, para carro, transporte. Ele é planejado para as pessoas. Não era para a gente se conhecer. Não era para um classe média tijucano dentro do projeto de departamento regional dele conhecer alguém que nasceu no interior de Nova Iguaçu como você. A gente tá fazendo um negócio que é perigoso para os caras porque a partir desses encontros que não eram planejados que a gente começa a compartilhar demanda."

Como exemplo, Carlos citou que hoje os seus amigos da Zona Sul e Barra da Tijuca sabem quando a luz no Jacarezinho acaba, que estão matando pessoas que não tem nada a ver com o tráfico.

"Tem um monte de gente caindo de porrada por causa desses encontros de realidade, mas a gente tá aproximando gente, que eu acho que é um negócio revolucionário. Isso pode ser muito forte. Fico pensando se a gente faz um mapeamento direitinho e espalha núcleos no estado do Rio de Janeiro, cama e wifi, só isso. Para você dar seus rolés, para otimizar o gasto de grana com transporte público e fazer tuas paradas. A gente vai fazer as paradas, só que a gente precisa do mínimo para fazer as paradas. Às vezes não temos nem a passagem. Como a gente reduz os gastos na cidade cada vez mais, cara? E tudo isso pensando em quem são essas pessoas que estão perto dos 30 anos, não tem emprego fixo, não são casadas, não tem dinheiro para pagar nada, mas se alimentam dessa vontade de estar criando núcleo de resistência no Rio de Janeiro", disse Carlos, que acredita muito numa mudança de relações dentro da cidade. "Eu acho que essa galera nova aí que está fazendo coisa, é a galera que não vai mais reproduzir injustiças. Tem muita gente que está hoje no topo, que foi pobre, passou por várias injustiças, que tem trajetórias muito parecidas com quem está fazendo coisa na cidade, que reproduz a mesma merda que sofreu antes. Essa é a minha crítica. Acho que essa galera nova pode mudar e dizer: agora vai ser diferente. Se a gente se conhecer melhor, e essa gente é muita gente, as coisas começam a andar de outra forma. Falta se encontrar, discutir, se olhar, saber o que vive. Parar de julgar sem conhecer."

O primeiro livro que Carlos leu foi aos 17 anos, no primeiro ano que estava cursando a faculdade. A DAFOS impulsionou o seu desejo pela literatura, tanto para a leitura quanto para a escrita.

"Até uns 16 anos, até acabar o terceiro ano do ensino médio, só futebol. Jogava no Flamengo, uma categoria antes de subir para o profissional. Na pré temporada, eu vazei. Antes de começar o ano dos campeonatos e tudo mais, antes de firmar presença no Flamengo, estava até bem posicionado, mas não cheguei a disputar nada, a viajar, nada disso. Decidi não voltar mais porque é muito triste o ambiente, muito sofrido mesmo. Gente que a família investia toda a grana que tinha, pegando dinheiro no banco para o moleque pagar as passagens para ver se ele ia conseguir vaga. Para tentar ser alguma coisa. Para tentar dar a sorte de um empresário apadrinhar ele. Aí eu saquei isso e meti o pé aterrorizado e não voltei mais."

A partir disso, ele resolveu cursar direito na Gama Filho e depois transferiu para a universidade Evandro Lins. "Discuti com uma professora e fui convidado a me retirar porque falei mal do Evandro Lins." Foi no curso de direito que enxergou uma oportunidade de leitura. "Comecei a ler uns livros doidos de sociedade. Muita doideira, li umas coisas que eu nunca tinha lido e falei: caramba, tem coisa legal para ler. E aquela coisa de escutar punk rock, entrar em site de Anarcopunk e lê os textos de uns pensadores que eles retiravam os trechos e tinha umas frases maneiras, as coisas começaram a casar na cabeça, comecei a ter curiosidade de fazer outras coisas."

Já na faculdade de comunicação na Gama Filho da Barra, ele conheceu sociedade do espetáculo, história da arte, cinema e via muitos filmes. "Eu não fazia ideia do que era nada. Queria fazer educação física para poder jogar bola, correr. Falaram que a publicidade era a parte criativa e disse então vou fazer isso."

Mas foi no ICQ que a relação de Carlos com a escrita se iniciou além de, é claro, no chat da UOL. "E a galera inventava de onde era, eu inventava coisa também. Escrevendo que eu perdi a timidez de falar com mulher. Eu era muito tímido, ainda sou. Mas era muito mais."

Nessa época, Carlos imergiu no mundo digital e criou um blog, que se chamava Espólio cotidiano, onde ele assinava como Carlos Assis. "Meu irmão não leu, meus amigos não leram meus textos. E lembro que quando eu gostava, mandava para uns blogs de poesia e nada era selecionado, disse Carlos, que além de escrever no ICQ e no blog, tinha o hábito de ler dentro dos ônibus 233 e 234 indo para a Barra. Richard Bach. Li a vida de uma gaivota, uma gaivota que pensa coisas boas para o mundo. Li O Pequeno Príncipe, achei incrível. Li O Caçador de pipas. Não era livro cult não. Eu sei que vou morrer e não vou ler esses caras clássicos. Eu sou burro para eles ou eles são babacas demais para mim, não consigo. Comecei a me distanciar da literatura a partir do momento em que comecei a ir para as mostras de cinema gratuito. Fiquei viciado em cinema e ia para tudo que era de graça. Cineclube e mostra de cinema. Comecei a pirar em cinema e tudo que eu pensava em termos de escrita era para roteiro."

Com o Facebook e smartphone, no lugar dos cadernos, começou a publicar as coisas que via e pensava. "Isso em 2012, que tem pouca coisa. Em 2013 já escrevi bastante. Era uma média de 3 a 4 crônicas por semana que eu publicava. Fiquei pensando esses dias e acho que a diferença é que eu não reviso. Eu publico. Se eu escrever uma linha, meu compromisso é publicar. Que era completamente o contrário do blog. E casou muito bem com o que estou vivendo com as novas tecnologias. Aí eu dou um sentido para o celular. E é muito bom porque é tudo que eu fazia lá no 233 (ônibus)."

No início do blog, ele explorou as ditas "palavras difíceis" ou "palavras de dicionário", que são palavras pouco usadas no cotidiano, rebuscadas. Mas com essa ideia de ressignificar o celular e publicar os textos assim que insere o ponto final de um texto, Carlos pensou que o espaço mostrava uma outra oportunidade de escrever e ser entendido. "O Saramago usava um bando de palavras diferentes porque ele é português. São palavras que estão no nosso dicionário, mas não na nossa vida. É o caso do espólio. Eu não quero dialogar com quem não sabe o que é espólio quando eu escolho um nome desse. E quando eu comecei a fazer isso no celular, já em 2013 mais velho, já pensando em outras coisas sobre arte, é o contrário. Eu quero fazer a escrita mais clara possível. Eu quero que não deixe de entender uma linha do que eu to falando. Quero falar o que eu penso e quero conversar sobre o que estou vendo. Quero contar o que estou enxergando aqui e agora. Eu quero contar e ser entendido por quem não lê porque foi graças a esses malucos que conseguem ser entendidos por quem não lê que eu comecei a ler. Proust não quer que eu entenda ele, ou quem traduziu Proust. Ou Marx ou qualquer um desses caras. Tem sido muito boa a recepção. Amigo meu de tudo que é canto falando "não gosto de ler e to lendo teus textos".

Sobre os textos, Carlos não faz questão de definir. São textos. "Gosto de falar que são fotografias. Eu não sou um cara do texto, da palavra, é difícil escrever certo, to nem aí. A maioria das palavras que não sei escrever é o corretor que corrige. Eu nem conheço conto, crônica, não li tanto essas coisas para poder falar o que eu estou fazendo. Não estudei isso. Mas to aí para discutir aquele espaço. O livro é uma vontade simples de tirar essa produção do campo do efêmero e jogar no campo do eterno. É uma honra você ser lido naquele bombardeio que é a timeline. E no livro quero evidenciar a questão da rede social, que aquilo foi registrado num lugar muito efêmero e disputado. Ainda não sei como será o recorte do livro e to relutando para mandar para editor. Não sei se eu quero. Acho que aquilo que produzi é importante, sem parágrafo, sem corrigir, dentro do ônibus, do metrô, no trem. Para mim é muito importante o espaço que tenho, de poder publicar diretamente. Eu sempre gostei de livro com fotografia porque na época da escola, eu só via fotografia. E é importante ter fotografia também para a galera que não gosta de ler."

Um dos trabalhos que Carlos mais coloca sua força hoje é dentro do Coletivo Norte Comum (NC), que, segundo ele, todos os outros que participam e constroem diariamente as ações do NC, eles estão tentando produzir um material sintético sobre o trabalho deles para que as pessoas assistam ou leiam. Ele acredita que o NC pode conseguir, com o audiovisual, ampliar o alcance das comunicações e aproximar novas pessoas, ideias. "É muito difícil falar do Norte Comum, você entendeu quando não soube explicar. E quem sabe explicar, de alguma forma, não entendeu. De alguma forma vai reduzir o que está acontecendo, alguma coisa. Vão dizer que somos produtores de evento e não é só isso. É um negócio que a gente não se dá conta por dentro e ao mesmo tempo não tem tempo de parar para refletir e tentar chegar numa ideia do que é isso. É um negócio que é maior até do que quem está participando."

Quem está à frente do NC não faz questão de se reafirmar o tempo todo, ter que ficar se explicando ou dando resposta certa sobre as suas invenções. Eles fazem. "Foda-se se é coletivo, se é outra coisa, se é nuvem, navio. Ficamos até brincando com isso, mas não tenho essa pressão de ficar reafirmando, de reafirmar o rótulo. Se julgam não tem problema, se pedem para a gente decidir a gente também não faz questão nenhuma."

Mas há uma vontade muito grande de estruturar um núcleo de produção artística na cidade. "Artística de relação", diz Carlos. "E que realmente seja autônoma, que você possa fazer seus trabalhos e de alguma forma arrumar um sustento a partir dali. Esse vai ser o ano disso. Se não for esse ano, ninguém vai estar nessa, provavelmente, porque já está no limite já, na etapa de que não tem dinheiro para a passagem para ir aos lugares."

Para ele, o NC não foi inventado e sim organizado. Dentro dessa organização, Carlos acha que a sorte foi de ter viabilizado isso numa hora boa, num momento bom. "Mas acho que todo mundo que não é criado na zona sul, ou quem tem muito dinheiro na zona norte e zona oeste, reclamava, ou pensava que queria fazer um negócio perto de casa, conhecer mais gente aqui, queria parar de ter que ir para lá, foi bem por acaso. Eu tinha que escrever um projeto. Estava fazendo um curso de extensão na UFRJ e foi o ano que conheci esses caras da cultura. Tinha que entregar um trabalho para ganhar o diploma, tinha acabo de ir para Minas. Conheci alguns coletivos lá e pensei em juntar uma galera para fazer um projeto no Rio de Janeiro que estruturasse o que eu tinha aprendido sobre comum, produção cultural, sobre cidade, e escrevi. O Pablo pensou uma identidade visual para aquilo, veio o nome que é até meio simples, eu estava com o que eu tinha escutado sobre comum do Negri. A ideia mesmo é muito batida, de você escutar o tempo inteiro. Não é um negócio fácil de você realizar, mas é muito mais uma postura da tua vida na cidade do que algo maior. É muito fluido. Foi só uma sorte de conseguir organizar umas ideias daquilo que estava muito escancarado."

Antes mesmo do NC, Carlos e seu irmão, Pablo Meijueiro, tocavam a Dafos, que, para eles, "não tinha sentido nenhum", ou uma necessidade de ter uma certa clareza do que os movia. Eles faziam. "A gente vendia as camisetas, era uma forma de não ter um emprego formal e continuar tendo dinheiro para fazer as coisas." E foi em 2004 que começaram a gerar renda de outra maneira que não fosse ter uma emprego dentro de uma empresa formal, com horário para sair e entrar, chefes e posições hierárquicas. Isso não os encantava. "Tínhamos uns 16, 18 anos. O Norte Comum de certa forma é um lugar que eu tenho vontade de me reunir todo dia com essa galera e trabalhar. Mas não eu me inserir num sistema de trabalho que talvez eu não me dê bem com as pessoas, que talvez eu tenha que fazer coisas que eu não gosto, isso me aterroriza muito. Se eu não tiver relação e tesão, eu não consigo fazer."

Carlos arriscou poucas vezes a ter experiências de trabalho e diz não ter sido boas pelas quais passou. Afirma que todo mundo tem capacidade de se adaptar, mas é uma vontade de preferir ganhar menos, de se arriscar, para tentar fazer alguma coisa que tenha muita vontade em fazer e que ache importante fazer. "Isso é muito interessante. A Dafos era assim, a gente conseguia fazer um dinheiro e passar as mensagens que a gente gostava. Escutávamos punk rock e ali a gente conseguia disparar as mensagens pro mundo. Pelo viés da comunicação, também. Eu sempre pirei nesse negócio de comunicar, dialogar. E o Norte Comum é muito isso, de você falar o que você pensa. Hoje se a gente falar lá na página, o pessoal tá escutando. Tem uma galera lendo, prestando atenção. E aí acho que o Norte Comum expande aquela ideia inicial de só reunir a galera, só fazer evento na área. É um negócio muito mais de: não somos famosos, não somos filhos de gente rica, não somos formados em ciências sociais, nunca lemos Marx, mas a gente produz pensamento sobre o Rio de Janeiro, sobre o Brasil, e vocês vão ter que escutar em alguma hora o que estamos falando."

Por terem uma certa visibilidade na cidade, são questionados sempre por alguém sobre o que é o Norte Comum. No começo eles ficavam sem jeito, mas agora eles entendem que é possível não se definir. "E você começa assumir a indefinição como resposta. E o curioso é que as pessoas entendem melhor. Eu pelo menos fico numa ânsia grande de dar uma resposta. Você acaba falando, mas eu acho que hoje ninguém sabe responder. Não tem uma predominância de sentido, tem várias ideias, várias pegadas diferentes. Eu cheguei em um momento, JV chegou num momento diferente do Gê, que foi diferente da Gabi, e cada um tem uma história para contar."

Com a conversa, pude notar que o Norte Comum é muito mais um lugar que acontece quando pessoas se reúnem. Ele é muito mais uma motivação para fazer coisas do que uma coisa em si. Não tem CNPJ, registro formal nenhum, se for procurar algo oficial, ele só existe porque eles se instituem na rede social, na internet. "Que é um mar, nada ali é rígido, tudo pode sumir. E aqui na realidade que é um negócio que a gente inventa lugares o tempo inteiro." O NC é parceiro da UPAC, que realiza o Ocupa Nise. São realizadores do Geringonça, responsáveis pela curadoria inteira, co-produção, comunicação, e com uma certa autonomia dentro do Sesc para fazer o que acreditam.

Hoje ele está fazendo mestrado na UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niteroi, pelo PPCult, Cultura e Territorialidades e pretende focar em sua dissertação esse ano. A vontade dele é que o mestrado seja na linha de dizer como é possível juntar pessoas que tem ideias completamente diferentes num mesmo caminho. "Eu já ouvi gente dizer: pô, isso que vocês fazem deu sentido a minha vida. Deu a minha também, mas eu só fui entender quando escutei o cara falar."

Dentro do NC, cada pessoa defende um ponto de vista. Todos falam e fazem política na cidade. "Alguém vai dizer que está dando visibilidade a sua arte. E aí eu acho que entra a indefinição porque não tem vontade de ter uma ideologia demarcada, um quadro político, uma mensagem direta. Acaba demandando do curioso uma necessidade de se relacionar. De chegar aqui para entender o tempo, a experiência dessas pessoas. Já teve gente dizendo que a gente era blindado porque a gente não trabalha com ONG, com Secretaria, com edital. Mas se você chegar perto vai ver que é um lance de nem pensar tanto nessas coisas, de estar fazendo as coisas sem parar para pensar nisso do que birra política."

Sobre a estrutura da dissertação de mestrado, até a conversa que tivemos, ele ainda não tinha uma ideia concreta. A vontade é fazer um filme e não uma pesquisa para deixar dentro da academia. "Quero fazer um livro, quero botar um filme na internet, fazer uma parada que seja compartilhada e deixar um documento importante para quem quer fazer alguma coisa nessa linha, que more no Rio ou que more em outro país. Que seja um documento importante a nível do que pode ser feito. To pensando em fazer uma cartografia sentimental dos desejos de quem participa disso. Pessoal do mestrado não encoraja a fazer de todas as pessoas, mas eu quero fazer de todas", afirmou Carlos com o desejo de quem quer pensar o que leva alguém como ele, Pablo, Marcel, Thiago, o Gê, o JV, a Gabi, Iuri, integrantes do NC, e que possuem experiências de vida distintas, a se arriscarem dentro da ideia do Norte Comum. "Por que uma pessoa que tem capacidade de estar ganhando um dinheiro, eu com 27, meu irmão com 26, Thiagão com 33, acredita nessa merda? Por que o cara acorda, olha para a mãe dele, olha para a realidade dele, briga com a mãe dele. Que desejos são esses que norteiam? Esse é um negócio que a gente vai debater, por que estamos fazendo isso? E outros debates também, como é difícil se definir, como é difícil tornar viável esse projeto. Como a gente vai explicar para alguém a importância de 10 ou 12 pessoas que moram em lugares diferentes do Rio de Janeiro se encontrarem."

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Assista também a entrevista com Janaina Tavares, do Sarau V. O vídeo foi produzido pelo Nova Iguaçu Eu Te Amo, um projeto que quer discutir a cidade pelo viés da cultura:

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