OPINIÃO
11/04/2014 16:18 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:23 -02

Buraco no Catarse

Até mês passado, o querido e amado Cineclube Buraco do Getúlio exibiu 436 filmes e recebeu 264 intervenções artísticas. A missão da produção agora é o #BuracoNoCatarse.

Divulgação

Resistente na guerrilha do faça você mesmo, o querido e amado Cineclube Buraco do Getúlio, que acontece todo primeiro sábado do mês no Bar do Ananias, em Nova Iguaçu, realiza sessões de curta, média e longa-metragem desde o dia 4 de julho de 2006. Até mês passado, eles fizeram 162 sessões em que foram exibidos 436 filmes (ficções, documentários, animações, experimentais, vídeo arte e vídeo clipes), recebeu 264 intervenções realizadas por poetas, malabaristas, palhaços, atores, performers, músicos, DJs, VJs, bandas, grupos e coletivos com trabalhos em diferentes linguagens artísticas.

A missão da produção do Buraco agora é fazer um financiamento colaborativo, que eles estão chamando há quase um mês de #BuracoNoCatarse. Segundo Diego Bion, fundador do cineclube, o coletivo, hoje, é formado por 10 pessoas que se organizam de maneira coletiva e voluntária na realização de todas as etapas da ação, desde a manutenção de conteúdo online, passando pela criação de arte, trabalho de curadoria e produção, até a montagem e operação dos equipamentos de som e projeção. Além de não receber pelo trabalho, os integrantes acabam sendo os próprios financiadores do cineclube.

A ideia de colocar o projeto no Catarse veio da vontade de viabilizar as sessões de julho a dezembro de 2014 sem perrengue, sem custo para a equipe e intervenções, com uma estrutura mais interessante para os produtores. "A ideia aqui é ter você como parceiro, participando dessa alternativa para realização de projetos de baixo orçamento que ficam presos nessa lacuna de mercado carente de políticas públicas", disse Bion.

O dinheiro arrecadado na campanha será usado na locação de equipamentos de som e luz, divulgação das sessões, despesas de produção, locação de van para as bandas, cachê simbólico para intervenções artísticas e ajuda de custo para a equipe. "Lembrando que se a gente não atingir a meta, você não perde nada pois seu dinheiro é devolvido pelo Catarse. Aqui é tudo ou nada!"

A principal ferramenta de divulgação e mobilização serão as redes sociais. O coletivo já conta com um pequeno grupo de voluntários que se colocou à disposição para replicar todas as informações relacionadas a campanha. "Os coletivos, grupos e artistas parceiros também são peças importantes nessa engrenagem, através da mobilização das suas redes poderemos amplificar a reverberação desse chamado. Além disso, as sessões realizadas pelo cineclube nesse período também nos ajudarão na campanha. Durante a sessão de maio, por exemplo, será possível fazer a doação em nossa sessão".

Para incentivar a participação do público na campanha, o coletivo preparou uma lista de recompensas com itens produzidos pela cena cultural da Baixada Fluminense. "Além de mimos com a nossa cara, as recompensas estão organizadas em kits acumulativos que tem como nome alguns dos filmes que passaram pelo Buraco e das recompensas limitadas. Esses kits serão compostos de imãs, adesivos, botons e camisa do cineclube, além de algumas surpresas que entrarão na lista de recompensas no decorrer da campanha", afirmou Bion.

O projeto receberá doações entre o dia 12 de abril e o dia 27 de maio. Ao todo serão 45 dias de campanha "em regime de urgência, na base do tudo ou nada", como o coletivo está considerando. O lançamento será feito na Sessão Mostra do Filme Livre, dia 12 de abril, às 21h, no Bar do Ananias, em Nova Iguaçu.

Acompanhe o blog do Cineclube Buraco do Getulio.