OPINIÃO
06/01/2015 16:19 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Azeite de oliva: os benefícios do ouro líquido para uma vida mais saudável

Westend61 via Getty Images

O azeite de oliva é extraído da fruta da oliveira, uma árvore capaz de se regenerar e se autoproteger, natural da região do Mediterrâneo onde são produzidos cerca de 90% do azeite comercializado no mundo todo. O consumo do azeite de oliva é bastante antigo, sendo citado por diversas religiões da antiguidade, dada a sua importância como energizante, remédio e alimento.

Para os povos mais antigos, a oliveira era considerada símbolo de sabedoria, paz e abundância. As oliveiras e seus frutos estão descritos na mitologia grega e inúmeras vezes citadas na Bíblia Sagrada, no Antigo e Novo Testamento. Jesus Cristo, antes de ser crucificado, passou suas ultimas horas no Getsêmani ou Jardim das Oliveiras, situado nos arredores da antiga Jerusalém. O nome Getsêmani significa lagar do azeite.

Além do aroma e sabor que lhe é peculiar, o azeite de oliva é comprovadamente benéfico à saúde e é considerado também uma espécie de elixir da longevidade. O azeite contém elementos que retardam o envelhecimento e protegem a pele. Na Europa, as indústrias de cosméticos utilizam o azeite para a fabricação de cremes para a pele. Estudos recentes realizados na Universidade de Milão revelaram a eficácia do azeite no retardo do processo de envelhecimento pelo fato da pele absorver os antioxidantes presentes no azeite, protegendo suas camadas mais profundas contra oxidação e neutralizando os radicais livres que são responsáveis por doenças degenerativas e pelo envelhecimento. Os pesquisadores destacam que há diferenças no processamento do azeite e que o de oliva virgem possui uma alta concentração de ácidos que não são benéficos ao consumidor, diferentemente do azeite de oliva extravirgem que possui uma alta concentração de ácidos monoinsaturados, antioxidante que através da vitamina E possui a função de prevenir o envelhecimento da pele.

Segundo pesquisadores europeus, os países que possuem o maior consumo do produto revelaram que a população é muito mais saudável. Nos países onde o consumo é menor há mais casos de doenças do coração e de câncer, já nos países onde o consumo é maior há uma redução considerável de mortes por doenças que mais afetam a terceira idade. Espanha, Itália e Grécia são os principais consumidores do azeite e com o menor índice de câncer de mama, intestino e doenças coronarianas.

O uso constante do azeite de oliva extravirgem que contém gorduras monoinsaturadas promove um aumento do HDL (bom colesterol) e diminui o LDL (mau colesterol). O consumo do azeite pode prevenir a arteriosclerose e seus riscos, acelerar as funções metabólicas e é digerido com maior facilidade do que outras gorduras comestíveis, equilibra o funcionamento do estômago e do pâncreas, estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio e dos minerais.

Bastante apreciado também nos Estados Unidos, algumas marcas do azeite de oliva extravirgem disponíveis no mercado apresentam a seguinte inscrição no seu rótulo:

"Evidência científica limitada e não-conclusiva sugere que ingerir duas colheres de mesa (23 gramas) de azeite de oliva diariamente pode reduzir o risco de doença coronareana devido à gordura monoinsaturada. Para alcançar esse possível benefício, o azeite de oliva deve substituir uma quantidade similar de gordura saturada e não elevar a quantidade total de calorias ingeridas diariamente".

Médicos pesquisadores avaliaram que a ingestão de frutas e hortaliças, como tomate, alface, escarola, agrião e brócolis temperados com o azeite de oliva extravirgem podem evitar o desenvolvimento de tumores malignos e reduzir o surgimento de três tipos de câncer: o de próstata, com uma redução de até 10%, o câncer de mama com uma redução de cerca de 15% e de colo retal, com uma redução aproximada de 25%. O ouro líquido é também um forte aliado no combate ao depósito de gordura no abdômen, eliminando aquela barriga indesejada, combate a osteoporose, diversas inflamações, a gastrite e também o diabete.

É importante ressaltar que o consumo de azeite de oliva na terceira idade não é fator determinante para uma vida 100% saudável. Por isso é fundamental visitar um médico de sua confiança regularmente.

Acompanhe mais artigos do Brasil Post na nossa página no Facebook.


Para saber mais rápido ainda, clique aqui.