OPINIÃO
19/09/2014 19:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

De férias e disponível

PhotoAlto/Milena Boniek via Getty Images

Estou de férias. Decidi que era hora quando recebi mensagem incomodada de um leitor sobre o uso da terceira pessoa ao me referir a mim mesma. Me dei conta de que era fato; eu havia me dissociado do meu eu e falar na terceira pessoa era um sintoma clássico. Venho, por meio deste post, agradecer a atenção dispendida e acalmar meu possivelmente único seguidor: passo bem. E tentarei me abster aqui dessa nova compulsão (o recado foi entendido, grata).

Estou saudável - apesar das frustrações emocionais, da impossibilidade de se relacionar verdadeiramente com qualquer ser humano, do vazio existencial e da proximidade das eleições nesta jovem democracia em que vivemos. E sabe como consigo? Porque tenho você, amado leitor. E é por você que continuarei lutando e existindo.

Aproveito para dizer, en passant, que adorei a mensagem (mesmo que áspera) e espero continuar sendo digna desta atenção. Cada leitor que manda um e-mail (no caso, apenas um) é um ser especial para mim. (ah, quem quiser comentar no próprio post - mas, olha lá, sem pequenas recriminações! - sinta-se bem vindo). Sim, eu vivo para o meu leitor, por mais entediante. Te sigo no twitter e rio com condescendência das suas tiradinhas sem graça. Dou like em tudo o que você posta no Facebook e sinto falta, no duro, de um contato mais próximo e profundo entre a gente. E você, não?

Quando é o seu aniversário? Não dá para ver no seu perfil - talvez por que ainda não somos amigos de FB; já faz um tempo que te adicionei. O meu é dia 23 de março e sinta-se a vontade para mandar felicitações por eu ter nascido e ser quem sou. Claro que nem sempre é possível responder a todas as mensagens, mas saiba que me sinto abençoada e não, não pretendo mudar: planejo continuar exatamente assim, por toda a eternidade.

Você que me lê agora: eu te amo. E quero ser sua amiga (ou mais) de Facebook. Por favor, me adicione. Me conte de você. O que você acha de mim? Minha vida é um livro aberto, cujas páginas anseiam pela sua leitura. Nossa relação pode rapidamente evoluir para uma mais íntima, que contemple mensagens de texto. Me manda um inbox que te passo o meu celular. Mensagens picantes também me interessam. Estou na onda do 'sexting'. Tirei férias e meu tempo está completamente livre para você; seja você quem for. Acredito, por alguma razão, que de insignificantes flertes online com pessoas que insistem em fazer campanha gratuita para detestáveis candidatos à presidência da república podem surgir grandes amores.

Quando tenho este tipo de tempo nas mãos, penso na gente. Fico chateada de não termos fotos nossas no instagram (aliás, por que você não me segue por lá?). A gente deve ter mil coisas em comum, apesar da sua visão política equivocada. Você gosta de queijo? Eu também amo. Estes são os meus únicos pré-requisitos para uma relação: que você goste de queijo, leia meus posts e não deixe de dar notícias nenhum dia. Fico angustiada e posso ter atitudes consideradas extremadas quando você some por mais de 24 horas.

É isso. Vamos marcar um fondue? Quando? Onde? Me escreve (vickymossmoss@gmail.com)? Me liga? Sinto falta de mensagens de voz. Por que ninguém mais deixa? Reparei que você recebeu meu Facebook chat, leu e não respondeu. Evite fazer isso, tá? Eu sei e todo mundo sabe que a mensagem foi lida e quando. Não, não é uma ameaça. É só um toque que estou te dando.

Você está sem tempo? Quer dividir seu trabalho e suas contas comigo? Estou de férias e tenho todo o tempo do mundo. Pode encaminhar tudo para a minha casa. E rosas, de vez em quando, não machucam. Moro no Edifício Copan. Tem uma vista bem legal da cidade daqui. Vem visitar! Nem precisa avisar; é só passar aqui. Já avisei o porteiro.

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