OPINIÃO
11/02/2015 18:05 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

13 características que os líderes inovadores têm em comum

Esses homens e mulheres têm várias caraterísticas comuns, que mapeamos ao longo de mais de 20 anos de convívio com eles. A seguir, apresentamos as principais, para facilitar a identificação dos verdadeiros líderes inovadores.

zetson/Flickr

As empresas querem, nós desejamos, a sociedade admira. No entanto, não é fácil tornar-se um líder inovador.

Um dos caminhos mais práticos e acessíveis para isso é a imitação. Justamente! Observar como atua um líder inovador perto de você e inspirar-se nele para tornar-se também uma liderança transformadora.

Depois de mais de vinte anos trabalhando com inovação e empresas inovadoras, aprendemos com os muitos "Pelés", "Santos Dumonts" e "Ayrton Sennas" que há por aí. Os "Ozires Silva", os "João Gurgel" e outros líderes brasileiros desse quilate que brilham nas empresas inovadoras. Pode-se aprender copiando o que fizeram.

Esses homens e mulheres têm várias caraterísticas comuns, que mapeamos ao longo de mais de 20 anos de convívio com eles. A seguir, apresentamos as principais, para facilitar a identificação dos verdadeiros líderes inovadores.

1. Têm visão e determinação na busca dos objetivos.

2. Premiam a diversidade, pois entendem que dela nasce conhecimento amplo e inovação.

3. Sabem ouvir.

4. O trabalho em seus projetos tem para eles um significado pessoal poderoso. É comum vê-los tentando transmitir esse significado às equipes para que não pareça algo pessoal. Fazem isso de forma apaixonada. É bonito de ver.

5. Não se perguntam se algo vai funcionar, e sim como fazer esse algo funcionar.

6. Exigem muito de si mesmos e dos integrantes de suas equipes. Isso faz com que às vezes sejam mal interpretados e vistos como perfeccionistas e mandões. Na verdade, estão apenas perseguindo com energia sua visão de futuro.

7. Tratam os erros como aprendizados. Absorvem a lição e seguem em frente. Não perdem tempo tentando identificar culpados ou lamentando as perdas.

8. Amam desafios. Cuidado: disse desafios e não riscos simplesmente. São coisas bem diferentes.

9. Reconhecem que liderar talentos criativos é um profundo privilégio e que só isso é possível alcançar o sucesso nessa empreitada quando se coloca toda a energia vital e as vibrações positivas nas inovações. Certa vez, obtive a confirmação dessa tese ouvindo João Maurício Galindo, um dos mais didáticos e talentosos maestros brasileiros, explicar como se rege uma orquestra. Afirma ele que, quando está com a batuta na mão, diante de um grupo de músicos competentes que não o conhecem, e com quem não ensaiou, terá apenas os três minutos iniciais para imprimir sua liderança. Se não conseguir exercê-la nesse curto espaço de tempo, os músicos vão olhar para a partitura e tocar para eles mesmos. Podem até tocar bem, mas não estarão realizando a interpretação do maestro. Fica claro o quanto é importante imprimir energia e concentração à liderança.

10. Estão realmente no comando. Sabem que não se realiza um processo de inovação por controle remoto. Trata-se de um exercício direto e intransferível. Sem um líder de inovação à frente, assumindo riscos e recarregando permanentemente as baterias dos integrantes do time, não se gera mudança.

12. Cultivam o bom humor e o alto astral. Todos, indistintamente, gostam de rir às vezes de si mesmos e dos próprios erros. Não existe líder inovador "deprê". Todos parecem amar o que fazem.

13. Quando encontram barreiras nas empresas em que atuam, tratam de criar "pontes de safena" organizacionais. Passam a se reunir fora da empresa, a compor times fora do organograma. Flexibilizam algumas regras para superar a resistência à inovação presente na maioria das empresas. Em seu livro "Intraempreendedorismo", descreve Pinchot - que Lee Iacocca, o líder inovador que salvou a Ford na década de 1970, reunia-se em um motel próximo à companhia com pessoas de várias áreas e com a agência de publicidade; só assim conseguia trabalhar sem interferência da empresa. Atenção: não estamos falando de perda de integridade, mas, sim, de flexibilidade para superar as barreiras à inovação.

Tive a felicidade de conviver com muitos desses sujeitos especiais, capazes de fazer com que talentos criativos operassem juntos e, mais do que isso, sob sua batuta. Em especial meu amado e já falecido pai. Um operário que acreditou na sua capacidade de liderar e inovar. No inicio da década de 1960, pegou nas mãos de minha mãe, nas minhas e nas de meus irmãos e imigrou para o Brasil. Tinha um pouco de tudo o que descrevi anteriormente. Soube aplicar. Tornou-se líder, gerente e inventor. Posteriormente, poeta e pintor. Ele e outros líderes inovadores marcaram para sempre minhas atitudes e minha vida.

Olhe em volta de você e certamente achará o líder inovador capaz de inspirá-lo.

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