OPINIÃO
26/09/2014 18:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 20:51 -02

Segundo mandamento: desapegar de tudo que faz mal

MariaPavlova via Getty Images

Estranhamente, a gente acumula de tudo no coração: tem amor, ódio, rancor, medo, inveja, desejo; tem muita coisa e nem todas nos fazem bem, principalmente quando em excesso. Ficamos pesados e lentos, vivemos menos e perdemos o apetite para os prazeres do mundo.

Sabe aquele rancor que já venceu dentro da gente? Ou um amor platônico, que já dura meses ou até mesmo anos, e que a gente ainda cultiva como se estivesse vivo. Devemos deixar de lado, desocupar o coração e liberar espaço para o novo.

Desapegar não é tarefa fácil, ao contrário do que se imagina. Pergunte a um homem apaixonado o porquê de ele continuar insistindo, apesar de todas as evidências do universo apontarem pela completa impossibilidade de sucesso. Ele não te dará boas razões, elas não existem. E, talvez, o destino lhe seja bondoso e a pessoa amada, de uma hora para a outra, corresponda.

Alguém provavelmente já está cogitando que, em alguns casos, o desapego pouco ou nada difere da desistência (e que desistir é para os fracos), afinal de contas, o futuro é incerto. Desapegar de tudo que faz mal não é, necessariamente, desistir dos nossos objetivos. É repensar a estratégia, estudar novos caminhos e libertar a mente daquilo que nos atormenta.

Praticar o desapego não nos torna menos humanos e sim mais preparados para as intempéries da vida. E, quando alguém descumprir o primeiro mandamento, por exemplo, de não dizer "eu te amo" em vão -- vai por mim, isso acontece a todo momento -- certamente sofreremos menos. Desapegar é palavra de ordem.

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