Opinião

Pseudo-intelectuais: a arte do auto-engano

O famoso 'sabe tudo' está por aí, lendo os mais vendidos. Doutor na teoria Nietzschiana, nunca terminou um livro do velho bigodudo.

O famoso 'sabe tudo' está por aí, lendo os mais vendidos. Doutor na teoria Nietzschiana, nunca terminou um livro do velho bigodudo.

Os pseudointelectuais são mestres na arte do auto-engano. Entram em tudo quanto é discussão e sempre saem ganhando - é o que eles pensam. Provavelmente leram 'a arte de ter razão', do Schopenhauer. Se orgulham por saber usar falácias para induzir os interlocutores ao erro.

Música clássica, claro. Qualquer outro gênero é demasiadamente vazio, desprovido de conteúdo. Os pseudointelectuais passam longe do MPB, criticam o sertanejo e sofrem ânsia de vômito quando ouvem funk. "Coisa de gente pobre, tosca e sem cultura", dizem.

Encontrar um pseudointelectual não é nada prazeroso: perto dele todos são pequenos, alienados, bitolados e burros. Ele, o centro do universo, conhecedor de todas as dimensões, rei dos sete reinos.

Quando avistar um pseudointelectual, escolha um dos caminhos: fuja ou simplesmente finja ser um prazer estar ali, perto de um grande homem - isso também se aplica aos relacionamentos íntimos.

Pseudointelectuais são assim: não sabem de nada, mas falam sobre tudo.