OPINIÃO
26/03/2016 22:03 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:22 -02

Por mais beijos roubados e corações mantidos reféns

Almas solitárias em um universo caótico. O amor transborda e transcende, nos furta o sono nas noites de inverno e cria hipóteses absurdas nas quais facilmente acreditamos. Não há para onde correr e nem para quem reportar. Somos, ao mesmo tempo, a vítima e o suspeito. Duas faces de uma mesma moeda - ou uma das múltiplas variáveis de uma roleta russa.

Henrik Sorensen via Getty Images
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Beijos roubados e corações mantidos reféns. Amores clandestinos, bandidos, desafiando limites e ultrapassando fronteiras. Não seria o amor uma espécie de terrorismo? O mais belo dos crimes: apaixonar-se perdidamente por alguém.

O coração, essa caixinha de surpresas, desafia a razão, leis e certezas. Inventa desculpas esfarrapadas e nos faz pensar na pessoa amada uma dúzia de vezes. Se não fosse o bastante, faz nascer em nós uma ideia tão clara quanto a água: precisamos um do outro, sozinhos somos pouco ou quase nada.

Almas solitárias em um universo caótico. O amor transborda e transcende, nos furta o sono nas noites de inverno e cria hipóteses absurdas nas quais facilmente acreditamos. Não há para onde correr e nem para quem reportar. Somos, ao mesmo tempo, a vítima e o suspeito. Duas faces de uma mesma moeda - ou uma das múltiplas variáveis de uma roleta russa.

Todos os romances são uma espécie de terrorismo. Tudo é caótico e toda surpresa é bem vinda. Por um mundo com mais beijos roubados e corações mantidos reféns.

Originalmente em Puta Letra.

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