Opinião

E aí... Comeu?

O problema não está no número de pessoas com que nos relacionamos, mas na forma como somos tratados ao fazermos isso.

Em pleno século XXI muitas mulheres ainda são tratadas como objeto de satisfação sexual - e aqui não estou me referindo às mulheres que, dignamente, ganham a vida com a prostituição do seu corpo. Isso revela o quão forte o machismo se encontra arraigado em nossa cultura.

Símbolo de virilidade, transar com muitas mulheres ainda é uma grande conquista para o homem médio. Inversamente, a mulher que se relaciona com muitos homens é tomada por vagabunda. O problema não está no número de pessoas com que nos relacionamos, mas na forma como somos tratados ao fazermos isso.

Muitas campanhas publicitárias, como é o caso de boa parte dos comerciais de cerveja, por exemplo, usam e abusam da coisificação da mulher para atrair a atenção do seu público-alvo. Nesses comerciais a mulher é só mais um produto. Essa lógica está errada!

"Querida, vou comprar cigarros e já volto. A cama vazia, o coração despedaçado." As mulheres também sofrem os efeitos do machismo nas relações cotidianas. O "não ligar no dia seguinte" revela um forte senso de descartabilidade. Prazer de uma noite, gozo de poucos instantes.

E aí... Comeu? Não, meu amigo. Eu faço sexo. Quiçá, faço amor.

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