OPINIÃO
05/04/2016 13:38 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

A desigualdade social e o desenvolvimento cognitivo

Saiba mais sobre a pesquisa coordenada por Kimberly Noble, publicada em maio na revista Nature Neurosciense, que aborda as diferenças cognitivas geradas pela desigualdade socioeconômica.

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Existem muitos elementos que contribuem para o desenvolvimento da inteligência: segurança emocional, oportunidade de ter vivências variadas, qualidade de estimulação, confiança para explorar o ambiente, genética e boa nutrição são apenas alguns deles.

A Carta Capital divulgou recentemente uma pesquisa coordenada pela doutora Kimberly Noble, publicada em maio na revista Nature Neurosciense, que associou o desenvolvimento cognitivo principalmente à possibilidade de viver experiências diversificadas. Este aspecto, de acordo com o estudo, está frequentemente conectado ao nível educacional dos adultos cuidadores da criança.

Embora o fator socioeconômico não esteja necessariamente ligado à maior ou menor grau de instrução, é conhecido que, no Brasil, o acesso à educação é reduzido quando a renda é mais baixa. Desta forma, o abismo de desigualdade entre famílias ricas e pobres torna-se ainda maior.

A pesquisa ainda aponta que:

Entre as crianças pobres, uma pequena diferença na renda familiar provoca uma diferença enorme na estrutura cerebral, enquanto nas famílias ricas, diferenças de renda pouco significaram no desenvolvimento cerebral, sugerindo, este estudo, que realmente existe uma renda mínima para um bom desenvolvimento do cérebro, principalmente nos dois primeiros anos de vida.

Recomendamos a leitura do artigo completo para saber mais sobre esse tema tão importante. O estudo é mais um indicador que nos leva a ver a necessidade de uma educação pública de qualidade e de maior igualdade de oportunidades.

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