OPINIÃO
11/02/2014 15:48 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:51 -02

Políticos, tremei. Estamos na era das mídias sociais

Quis estrear o post para tratar de um assunto que me incomoda: o fosso entre a política feita pelos partidos brasileiros e a nova política que surge -- principalmente com as mídias sociais. Passarei quatro tópicos que remontam a uma reflexão sobre o assunto que domina as notícias na imprensa brasileira (link) e em nossas timelines do Facebook:

1) Políticos, acadêmicos, jornalistas, refletem sobre jovens e redes sociais. E o contrário?

Jovens adultos, usuários de redes sociais, que votam e se interessam por política, onde estão? E a nossa voz? A impressão que tenho é de que grande parte dos políticos não se atentaram para o poder que está por trás de uma organização em rede. Lembro um senhor de mais de 60 anos me dizendo no ano passado: "Mas de onde vieram esses protestos? Do nada, vejo pessoas nas ruas!" Não é do nada. É via redes sociais. Mas...

2) ...Enquanto governantes subestimarem o poder das redes sociais,

continuarão atirando no escuro -- usando artifícios como bloqueio de páginas -- em vez de ouvir as vozes que ecoam nas redes e procurar um ponto de equilíbrio entre o que é, de fato, relevante para mudança do país; e o que deve ser descartado como conteúdo que reflete apenas opiniões de nichos. Neste ponto, o monitoramento das redes é o melhor que se pode fazer -- além de contar com um bom analista desses dados coletados, com faro para detectar crises reais.

3) Fico curiosa em saber como será a propaganda eleitoral de 2014

Até as eleições passadas, para se ter uma campanha política de peso em termos de comunicação, era necessário ter três pontos principais: tempo de televisão; spots no rádio; propaganda massiva nas ruas da cidades -- dá-lhe poluição visual. Essa realidade mudou e continuará mudando. Bem-vindos à comunicação em rede, que é diferente da comunicação em massa -- em que um falava, e o outro escutava, calado.

4) O que fazer? Relembrando a eleição de Obama...

O efeito das redes sociais na eleição de Obama se materializou aqui. Agora, vence quem souber lidar com as novas mídias. Resta aos políticos correrem atrás do prejuízo para articular uma campanha mais real, humanizada e transparente -- pontuada pelo diálogo, interação, convergência de mídias e muita, muita gestão de crise. Porque a verdade sempre aparece em tempos de redes sociais.