OPINIÃO
26/10/2014 17:15 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Cinco espumantes para brindar à vitória (ou afogar as mágoas) depois da eleição

Se não tiver a mínima vontade de brincar ao futuro governo, tudo bem, fique em casa e beba para esquecer!

reprodução

Segundo o EBC, agência de notícias do governo federal, até agora 13 estados, além do Distrito Federal, decidiram adotar a Lei Seca no segundo turno das eleições, no próximo domingo, dia 26. São Paulo, graças a Deus, não está entre eles. Graças a Deus porque pretendo beber, como bebo na maior parte dos fins-de-semana. Detesto ir a restaurantes e não poder pedir um vinho. Confesso, no entanto, que nestas eleições talvez fosse mais prudente não beber. Principalmente, para aquelas pessoas que tendem a ficar mais verborrágicas depois de alguns goles. Nunca vi tanta hostilidade entre os eleitores. Cruz credo! Dá medo que as pessoas se matem. Eu mesma já entrei em duas ou três discussões que preferia não ter entrado.

Não vou declarar meu voto aqui porque não quero comprar briga com ninguém. Quero paz! Tenho uma preferência clara e definida, mas vou torcer pelo sucesso de quem quer que seja eleito. E adoraria que o resto do Brasil fizesse o mesmo. Sei que um monte de gente (dos dois lados) vai me xingar, dizer para eu sair do muro, mandar eu enfiar minhas boas intenções naquele lugar... Ainda assim, proponho que, em vez de encher a cara e brigar, quando sair o resultado, a gente faça um brinde ao futuro. E, para brindar, nada melhor do que um espumante nacional -- está aí uma coisa que deu certo no Brasil. Já escrevi sobre isso, você pode escolher entre um dos rótulos que citei naquele texto ou ficar com uma das cinco novas sugestões. Se não tiver a mínima vontade de brincar ao futuro governo, tudo bem, fique em casa e beba para esquecer!

Estive na Vinícola Campos de Cima em 2013, lá no extremo oeste da Campanha Gaúcha, fronteira com a Argentina. O Campos de Cima Espumante Natural Extra Brut é feito pelo método tradicional com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. No nariz, tem cítricos e algo de frutas secas. Custa R$ 45 no site da vinícola

Da região de Pinto Bandeira (RS), considerada como o melhor terroir do Brasil para espumantes, o Don Giovanni Nature passa 24 meses sobre as lias. Isso faz com que ele tenha complexidade aromática, apresentando toques de tostado e mel no nariz, além de frutas como abacaxi e melão. Custa cerca de R$ 50

Um corte pouco comum de Chardonnay com Gouveio, o Lírica Brut, espumante da vinícola Hermann, feito pelo método tradicional, é leve e fresco, com aromas de frutas cítricas, pera, flores brancas. Custa R$ 66 na Decanter

O LH Zanini, o extra brut da vinícola gaúcha Valontano, passa dois anos sobre as borras. Com isso, adquire aromas de tostados, frutas-secas, mel. Mas mantém o frescor da fruta. Essa garrafa, presente de uma amiga, foi tomada em Ubatuba no verão passado. Custa R$ 85 na Mistral

No outro post, falei do espumante de entrada da Casa Valduga, muito bom para o preço. O Maria Valduga é o top da casa. Passa 4 anos sobre as leveduras. Tem aroma complexo, com pera, maça, brioche. Na boca, tem corpo. Um grande espumante, que custa R$ 170, quase tanto quanto um Champagne. Vale, mas só se seu candidato vencer.

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