OPINIÃO
16/03/2016 23:48 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

A esquerda que fica em silêncio não representa ninguém

É a esquerda que falhou. E que continua falhando quando diz: não sei o que falar sobre isso. Quando ela poderia e deveria estar falando e SEMPRE e não só agora, pois o lugar que ela ocupa ainda não é ocupado por nós! Nós negros, nós de origem REALMENTE pobre, nós que não temos nenhum dos pais com diploma universitário, e que sabemos o que é ser a base da pirâmide.

David Basanta/Flickr
Man with flag in Dresden. This guy is a permanent feature in Praguerstr, I would be worried if, come Saturday, I did not find him here.I wonder if after all this time he still hopes to persuade people or if he just comes out of habit, or so he can keep thinking that all the previous effort was not in vain

Vamos lembrar que a esquerda brasileira é bem plural e divergente.

Porém, esse texto é para uma parcela dessa esquerda, composta por pessoas que gozam de alguns privilégios de classe e raça.

Aquele pessoal que teve acesso aos estudos e que hoje se diz "confuso" e em silêncio perante a ascensão dos discursos de extrema direita.

Eu poderia dizer que vejo toda uma população indo contra o governo do PT, ou fazer um texto falacioso usando a frase tão comum pós-manifestações verdes e amarelas: "não existem só brancos de classe média nas manifestações".

Porém, eu não faço parte dessa esquerda afoita e ignorante sobre a realidade nacional. Eu venho da realidade, mesmo, que é, em sua maioria, composta por pessoas pobres e negras, que teve algum tipo de ascensão nos últimos anos: que usa ônibus e metrô para se locomover, que estudou em escolas públicas e é fruto de uma mãe solteira que ganha menos de dois salários mínimos.

Esse texto, portanto, é para a esquerda que realmente acredita que é muito fácil, por exemplo, para pessoas que residem na periferia de São Paulo ir protestar na Paulista, quando, na verdade, esse contingente passa diariamente de 4 a 6 horas na ida e volta do trabalho para casa.

Eu não acredito que essas pessoas possam se dar ao luxo de pagar R$ 3,80 para ir até a Paulista gritar "Fora PT!", e mais R$ 3,80 para voltar sem nada nas mãos. Não é só uma questão de pegar um metrô e ir. São diferentes modais, um percurso desfavorável e horas perdidas para quem já se vê sem tempo para o descanso.

Por isso, eu quero pedir: parem!

Parem com essas atitudes quase infantis e sempre constantes de uma esquerda que pós-manifestações da direita brasileira, se mostra preocupada com a ausência de pobres, ou que lembra que eles existem e fazem inúmeras matérias sobre isso.

Apenas pare e pense: nos outros dias, qual seu interesse nessas pessoas?

Eu vejo uma sucessão de textos, artigos e informações sobre essas pessoas sendo divulgado, sendo que quase nunca os veículos de imprensa em questão dão espaços a elas. E me soa estranha a preocupação repentina e também a constatação óbvia de que a população com esse perfil são as que mais sofrem.

A esquerda brasileira que vocês representam se mostra totalmente distante do que é a realidade do verdadeiro "povão" no Brasil, e acredita que farão algum tipo de revolução sem dialogar com essas pessoas, já que reafirmam o local deles como objeto de estudos e não portadores de opinião pública. Novamente viram objeto de teses e devaneios da esquerda afastada da realidade.

É muito fácil se colocar como a "esquerda pensante e política que faria diferente". Inclusive se distanciando das ações que o governo tomou nos últimos anos e sem ter a mínima noção de raça, classe e gênero. E foco aqui mais em raça e classe, pois até mulheres brancas que se dizem feministas e fazem parte dessa esquerda dizem: "não sei o que pensar e fazer." Notem que nesse "não sei" existe uma carga enorme de privilégio e de falta de conhecimento sobre como funciona a máquina brasileira.

Estamos falando de um País que teve quase 400 anos de escravidão, ou seja, um País que cresceu em cima da exploração indígena e negra, que rendeu recursos que atualmente ainda mantém a realidade de alguns poucos no poder. Um poder que não foi quebrado nos governos petistas, pois foi construído há séculos e não anos. Não podemos ser ingênuos perante a isso.

A esquerda que fica fazendo "memes evidentes" sobre a pequena classe média se esqueceu que, por trás disso, está a constatação de que ainda não superamos o Brasil de séculos atrás. Está o fato que ainda não superamos as capitanias hereditárias, os "homens bons" do Brasil colônia e muito menos a corrupção, que é estrutural e não uma questão de caráter de alguns.

O quadro político nacional não reflete a pluralidade do Brasil e ele não muda mesmo que pequenos partidos tenham as mesmas condições que os grandes. Eu sinto que entre a direita e a esquerda que tem espaço, representatividade e voz, as diferenças são muito tênues. E não há um esforço da própria esquerda para mudar isso.

E ninguém realmente dialoga com o "povão"

Ninguém dialoga com o povo porque a maioria dessas pessoas que representam quadros políticos no País, não saíram do chamado "povo". Elas são pessoas que gozaram de privilégios ao longo da sua vida. Independente da escolherem a esquerda ou a direita.

A questão é que o Partido dos Trabalhadores possibilitou algumas mudanças na estrutura social nacional, algo que não víamos há anos. Uma série de programas sociais e assistências que viabilizou um salto social.

Um exemplo disso: em quatro gerações da minha família (desde o meu bisavô escravo, meu avô pintor de paredes, minha mãe auxiliar hospitalar), só eu consegui me entrar e me formar em uma faculdade, mesmo que particular, com cinco anos intactos e com notas acima da média.

São esses pequenos impactos individuais que não são entendidos pela esquerda "tradicional", pela direita, e nem por quem faz parte de ambas. Minha família se mostra totalmente contra o governo do PT, mesmo que nesses dez anos tenhamos sido gratificados com melhorias vísiveis na nossa geladeira, currículo e salários.

Mas estamos perdidos no que pensar: a mídia se mostra tendenciosa e, em contrapartida, a "suposta esquerda" se mostra em cima do muro, completamente perdida e sem tomar nenhum posicionamento.

O que eu sei é que o PT, para implementar o Bolsa Família, o Prouni, as Cotas, o Fies, e outros programas fez um pacto com o "diabo", esse "ser" que na política tem nomes e recursos, mas não aparece. Com esse pacto o partido garantiu a ascensão, mesmo que mínima de alguns, e a melhoria na vida de muitos outros. Afinal, é realmente em números que vemos a diferença do governo PT no Brasil e não em achismos. A mudança que uma PEC das domésticas ou um Bolsa Família sendo direcionado para mulheres faz é impressionante.

Não é à toa que outros países estudam determinados fenômenos e políticas implementadas nesses últimos anos no Brasil. Só quando nos deparamos com matérias que mostram que o Bolsa Família garantiu a liberdade e empoderamento de mulheres das classes mais baixas e regiões mais afastados do dito "centro político" é que entendemos o poder de medidas desse tipo e como seu impacto está relacionado a três fatores: raça, classe e gênero.

E isso incomoda.

Incomoda desde os letrados de esquerda que nunca imaginaram que esse avanço viria de um partido que tem um operário sem ensino superior como símbolo, até a direita que não aceita ou valoriza as mudanças que o governo PT promoveu.

E talvez seja ingenuidade minha acreditar que tanto a direita, quanto a esquerda, querem dialogar. Afinal o que vemos é uma repetição desse padrão excludente político até em "pequenos poderes" como o centro acadêmico universitário, por exemplo.

Ninguém no Brasil quer dar para a mulher, o negro, e para o pobre o lugar que é de destaque dele por direito para falar e representar a si mesmo.

É inimaginável, até mesmo para mim, refletir sobre o que se passa na cabeça de quem sempre fez do pobre, do negro e do nordestino seu objeto de estudo. É difícil entender que esses "personagens" se vêem mais no ex-presidente torneiro mecânico, do que no intelectual que detêm todos os dados sobre o que é ser "pobre, negro e nordestino" e assina colunas em grandes jornais.

Esse é o fracasso da esquerda nacional e o motivo pelo qual ela se mostra extremamente estagnada, parada e sem ações efetivas perante a ascensão mesmo que pequena de alguns grupos marginalizados. E, do outro lado, está o discurso massivo de uma bancada evangélica que vem ganhando espaço e força.

A crítica ao governo é sempre pertinente e necessária

Em todo pacto com o diabo você será cobrado e o PT está sendo. Nunca houve garantia de que acabaríamos com um "final feliz". Acredito realmente que é complicado buscar soluções e fazer política em um País que superou o terror da escravidão há pouco mais de 100 anos, que viveu uma ditadura muito recente e que ambas tragédias sociais e democráticas são mais romantizadas e pinceladas do que realmente debatidas.

Falta contextualização para a direita da dancinha de domingo, mas falta muito mais para a esquerda. Afinal, existe um erro enorme na forma como a nossa história não é contada. Não conseguimos ter um real panorama sobre onde o País está atualmente, porque não chegamos nem a entender o passado.

Ninguém sabe ainda lidar com esses impactos negativos na história recente do Brasil. Não foram só questões sobre direitos políticos. A escravidão e a ditadura tiveram muita influência na forma como se faz e pensa educação, distribuição territorial, saúde pública, economia, direitos e deveres por aqui.

O Brasil não suportaria um golpe, não porque é triste tirar o governo atual do poder. E sim porque ainda não superamos outros marcos na nossa história. E esse é o ponto chave do debate. Não existe justificativa plausível para a esquerda nacional que se silencia ou assume um discurso: "fora presidência, congresso e senado".

O que vivemos é uma tragédia na esquerda nacional. A partir do momento que entendemos que a ascensão desse discurso fascista e de tomada de poder de qualquer forma, muitas vezes é cogitado como "bem-vindo" pela esquerda que diz: "precisamos de uma revolução e renovação". Não existe nada de positivo e otimista nas ruas tomadas por pessoas que vão ao lado de quem pede intervenção militar, se diz contra cotas, direitos trabalhistas para domésticas e repressão de homossexuais.

Quem anda do lado de extremistas já tomou um posicionamento

Mas quem se mantém sem dizer nada, também já tomou uma posição. A esquerda que "se pudesse iria para as ruas com essas pessoas", usa o discurso de que "nem todos são fascistas".

Para eles, não basta os apontamentos de que são uma maioria branca e com rendimento acima de cinco salários mínimos que vai para as ruas. Eles usam faixas com discursos machistas, anti democráticos, elitistas e que clamam por alguns nomes que são claramente corruptos.

Então, o que é preciso?

A esquerda que por questões individuais assume o lado de quem entende essas pessoas, está tomando uma posição e inclusive dizendo com quem ela vai dialogar.

Alguns se impressionaram com o fato de mais de 3 milhões de pessoas irem para as ruas, mas esquecem que só a periferia de São Paulo tem um número muito maior de pessoas. No País, se fala em mais de 11 milhões morando em favelas.

A minha pergunta é: quando nós vamos dialogar com essas pessoas? As que realmente são afetadas por qualquer governo? As pessoas que a esquerda ainda olha de cima para baixo? As pessoas que a gente ainda questiona quando querem ter espaço e lugar de fala?

As pessoas que a partir do momento em que pisaram em espaços dominados pela elite se viram desamparadas e sem apoio? As que continuam ganhando os piores salários e ocupando as profissões com maior insalubridade? Essas que parecem mais a babá do a mãe?

Porque sim, existe uma parte da esquerda que teve babá, empregada, diarista e que continua tendo. E, mesmo assim, se julga superior à direita e próxima à nós, que viemos de uma outra realidade, contextos, classe e temos outra cor, inclusive.

Não vamos para frente enquanto esquerda se não fizermos a autocrítica

Estamos vendo até a parte de uma esquerda brasileira possibilitar o apoio, mesmo que silencioso, da democracia sendo colocada em cheque, sem entender que se isso acontecer a corda arrebentará para o lado mais fraco. E esse lado tem tem cor, gênero e território facilmente identificável.

Nossa existência só serve para dados estátisticos e textos bonitos nas redes sociais, afinal a esquerda privilegiada nunca comprou realmente nossas brigas e necessidades.

Enquanto uma parte da classe média se mostra totalmente indignada com o governo e uma outra parte da esquerda que em nenhum momento foi despreviligiada pelo governo Lula/Dilma, afinal não foram eles que acordaram um dia e viram o exército invadindo suas casas, ou seus direitos serem negociados com a Igreja, partidos de extrema direta, e qualquer um menos nós mulheres negras que somos as que realmente mais morrem nos abortos clandestinos.

Nós negros vimos os números do genocídio negro aumentando, a possibilidade de uma mulher negra morrer aumentar duas vezes mais e mesmo assim negros apoiam e não SE MANTÉM EM SILÊNCIO perante as atrocidades que a direita vem fazendo na política nacional. Isso é evidente quando grupos assinam cartas de apoio a Dilma da época das eleições, e novamente no começo desse mês.

Negros que poderiam se abster se colocam na linha de frente, e inclusive deveriamos ter a chance de poder fazer essa escolha, estamos falando e comprando uma briga que no final sempre vai evidenciar aquela máxima: que entre a esquerda e a direita, continuamos negros. Paralelo a isso pessoas brancas até mesmo de partidos que se julgam melhores do que tudo que já foi feito, conseguem ver fatores positivos.

"Aécio foi vaiado". E dai?

"Por outro lado, as revoluções proletárias, como as do século XIX, se criticam constantemente a si próprias, interrompem continuamente seu curso, voltam ao que parece resolvido para recomeçá-lo outra vez, escarnecem com impiedosa consciência as dificiências, fraquezas e misérias de seus primeiros esforços, parecem derrubar seu adversário apenas para que este possa retirar da terra novas forças e erguer-se novamente, agigantando. Diante delas, recuam constantemente ante a magnitude infinita de seus próprios objetivos, até que se cria uma siatação que torna impossível qualquer retrocesso."

O 18 Brumario de Luis Bonaparte, por Karl Marx.

As vaias que vão para um e que não vão para outros que representam, inclusive, a extrema direita, é que me fazem temer mais.

O que está em jogo é uma disputa de narrativas de um partido que se vendeu para o "diabo" para garantir as chamadas "pequenas revoluções" na vida de alguns. Que fez com que o pedreiro, a empregada, e seus filhos possam realizar o sonho de querer fazer uma faculdade, possam ter um computador, uma televisão e talvez até uma geladeira. As mudanças ficaram da porta para dentro, e isso é nítido.

A gente ainda morre, a gente ainda sofre e ainda somos os mais afetados por qualquer "crise". E mesmo assim, ninguém vai para rua por esses motivos. O que foi feito nos últimos anos, é pouco. Mas fez a diferença. E é essa a revolução pequena que vem incomodando desde quem vai para as ruas fazer sua manifestação verde e amarela, até quem ainda não sabe qual lugar ocupar na disputa política.

O que está em jogo é o protagonismo de uma luta que antes vinha sendo feita por pessoas que não a representavam, e que hoje essas pessoas podem dizer: "Eu falo por mim. E talvez isso não seja positivo e dê medo".

Medo esse que também está em uma parcela da esquerda brasileira. E fica evidente quando é só a esquerda branca de classe média média/alta que se mostra sem ação nesse momento; que não consegue ponderar as diferenças de mais de 10 anos no governo do PT.

É só essa esquerda que ocupa universidades com seus discursos que ainda não representam nada, nem a si mesmo, pois não é capaz de quebrar laços ou interferir nas decisões tomadas no próprio grupo familiar. É a esquerda que não consegue superar os muros do espaço universitário de fato no quesito político. É a esquerda que se diz falar por todos, mas, na verdade, fala por si.

Não é a esquerda caviar, é a esquerda nostálgica, presa no que era ser de esquerda a 40, 50 anos atrás, retomando sempre o jeito de se vestir, a barba, as músicas, mas não o conceito político e a análise de conjuntura.

"A ressurreição dos mortos nessas revoluções tinha, portanto, a finalidade de glorificar as novas lutas e não a de parodiar as passadas; de engrandecer na imaginação a tarefa a cumprir, e não de fungir de sua solução na realidade. De encontrar novamente o espírito da revolução e não de fazer o seu espectro caminhar outra vez."

O 18 Brumario de Luis Bonaparte, por Karl Marx.

Estamos presos nos livros e a intelectuais de outros países, nas revoluções de outros contextos, numa luta que hoje não seria mais possível. É a esquerda que quer pegar em armas mas não sabe o que isso significa. É a esquerda que pensa numa grande revolução, mas desconsidera que agora a filha da empregada estuda na mesma sala de aula que ela. É a esquerda que desconsidera pensar fora do eixo rio-são paulo.

É a esquerda que "simboliza" e romantiza a pobreza. É a esquerda que nunca pegou ônibus e ficou mais de três horas dentro do transporte público tentando chegar em casa. É a esquerda que não sabe o que é abrir a geladeira e não ver comida. É a esquerda que não sentou no pé dos avós e escutou como era a vida do bisavó, tataravó escravo. É a esquerda que diz que vai "salvar" a periferia, mas nunca falou com alguém da periferia sem fazer dessa pessoa um símbolo.

É a esquerda que, inclusive, vive de fazer das minorias um símbolo enquanto, na verdade, a maioria dos eleitos pelo seu partido que julga fazer a diferença, não foge do padrão homem branco e de classe média média/alta.

É a esquerda que sempre teve acessos e continua tendo, e que sabe que se tudo piorar ela pode "fugir" com facilidade. É risonho que a mesma esquerda que quer a democratização dos meios de comunicação, se sente amedrontada quando as minorias usam redes sociais para dizer o que pensam.

É a esquerda que não acredita nem no que diz. Mas que sonha em entrar na história de alguma forma e não sabe como, então a possibilidade de um golpe não seria tão ruim, não é mesmo? É a esquerda que falhou.

E que continua falhando quando diz: "não sei o que falar sobre isso". Quando ela poderia e deveria estar falando, pois o lugar que ela ocupa ainda não é ocupado por nós negros, nós de origem realmente pobre, nós que não temos nenhum dos pais com diploma universitário, e que sabemos o que é ser a base da pirâmide.

Que diz que faria diferente, mas não faria. Pois não saberia. Apenas fica repetindo as mesmas falhas quando venera símbolos sem contextualização histórica e análise crítica, achando que se copiarmos o que já foi feito se garante os mesmos resultados.

É a esquerda que tem coragem de dizer diante de tudo o que está havendo que "não vê problema", afinal "está tudo tranquilo e favorável" para si. Isso não é uma quebra. Esse texto é só a resposta para quem disse: "é tempo da esquerda se renovar no país".

As pequenas revoluções, muitas vezes individuais, tem impactos coletivos e não podem ser ignoradas por vocês. Vivemos sim mudanças que não foram na base do heroísmo, terror e guerra civil. Vivemos sim a época da revolução. E precisamos ainda de abertura para que o diálogo aconteça e isso está com vocês.

Essa renovação que tanto querem, está acontecendo ainda muito individualmente. Ela é nossa e precisa se alastrar e ser coletiva. É hora da esquerda ser realmente plural e representativa.

A minha revolução é o primeiro diploma universitário da família sendo o meu. Talvez você não entenda. Porém não deixe que isso pare.

"A revolução social do século XIX não pode tirar sua poesia do passado, e sim do futuro. Não pode iniciar sua tarefa enquanto não se despojar de toda veneração supersticiosa do passado."

O 18 Brumario de Luis Bonaparte, por Karl Marx.

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