Opinião

Um despertar na meia idade

Olho para esta segunda metade da minha vida com a mente aberta, um coração generoso e um espírito aventureiro. Nosso tempo nesta terra é fugaz, e eu quero espremer até sua última gota.

Problemas de peso e questões de imagem física me perturbaram desde que posso me lembrar. De vez em quando eu perdia peso, mas o recuperava imediatamente e mais um pouco. Era um ciclo frustrante, que sugava minha alma e do qual eu queria sair desesperadamente.

Mas, cerca de oito meses atrás... Acordei.

Comecei a me exercitar seis dias por semana, a comer alimentos saudáveis e em pouco tempo meu corpo começou a mudar. No entanto, não foi meu corpo que provocou essa revolução pessoal; foi minha mentalidade que mudou, e meu corpo a seguiu.

Ontem eu estava pensando em por que agora, nesta altura da vida, eu assumi o controle do meu corpo e da minha saúde. Parte disso se deve certamente ao fato de meus filhos estarem mais velhos e de eu ter mais tempo para mim mesma, mas acho que há outras coisas envolvidas. Eu sempre soube que se realmente quisesse entrar em forma comeria direito e me exercitaria, mas até agora a motivação e o foco para fazer isso pareciam fora do meu alcance.

Então por que agora, com 44 anos, de repente deu certo?

A resposta foi surpreendentemente perturbadora no início. Eu percebi que estou entrando em uma crise de meia idade. Hã? Isso não é uma coisa que os homens tinham? Eles arranjavam esposas-troféus, usavam perucas e compravam carros esportivos vermelhos. A ideia de que uma mãe de quatro adolescentes tivesse uma crise de meia idade era totalmente maluca e um pouco assustadora.

Esse termo "crise da meia idade" tem implicações tão negativas, mas a realidade é que muitos de nós passamos por ela de alguma maneira. É a percepção e a consciência de que nosso tempo é finito e passa em um piscar de olhos. Como tudo o mais da vida, temos uma opção em como olhamos para isso e a lente que escolhemos para olhar tem um impacto na jornada.

A ideia da morte é mais tangível e visível aos 44 anos do que aos 24. Não apenas estamos mais velhos, como também nossos pais e nossos amigos, e somos confrontados com nossa própria mortalidade com frequência cada vez maior. A pergunta se torna: como escolhemos enfrentar isso?

Para mim, a resposta é simples. Olho para esta segunda metade da minha vida com a mente aberta, um coração generoso e um espírito aventureiro. Nosso tempo nesta terra é fugaz, e eu quero espremer até sua última gota. Quero viver ousadamente e para isso preciso cuidar de meu corpo e minha mente.

Portanto, escolho ver este capítulo da minha vida como uma recriação na meia idade ou um despertar na meia idade. Certamente estou muito mais consciente de minha mortalidade com meus 40 anos do que eu era aos 20, e isso me faz apreciar cada momento deles. A vida é curta, e quanto mais velhos ficamos mais depressa ela passa.

Eu vou morrer? Sim. Algum dia.

Enquanto isso... vou aproveitar ao máximo esta viagem.

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