OPINIÃO
03/11/2014 15:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

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O Brasil é bem crescidinho. Mesmo. Não começou em 2002 no governo do PT, mas também não começou com o senhor Fernando Henrique. E isso é ótimo.

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A eleição acabou. E, obviamente, os espólios já começam a ser repartidos por toda a nação. Eu consigo ouvir o PMDB daqui. Mas a pauta desse texto -um pouco mais modesta - é menos sobre eles (o PMDB, o PT, os vitoriosos deste domingo de forma geral) e mais sobre nós. Sim, nós. Os cerca de 48% que escolheram Aécio Neves presidente do Brasil, sem sucesso. Esse texto é pra você. E não é pra te dar um tapinha nas costas, é um puxão de orelha.

Claro que eu não estou falando com todos vocês a bem da verdade. Eu, inclusive, faço questão de me excluir do conjunto que estou tentando representar aqui. Do conjunto de gente mesquinha que não sabe perder e que eu vi por aí, bradando aos quatro cantos da internet boçalidades. Do conjunto de pessoas que diz que a eleição foi comprada. Que os programas sociais são esmola. Que o país não tem maturidade para a mudança. Do bando de crianças fazendo birra porque não ganhou o doce.

O Brasil é bem crescidinho. Mesmo. Não começou em 2002 no governo do PT, mas também não começou com o senhor Fernando Henrique. E isso é ótimo. Temos um povo soberano. A cada resposta desse povo, lá, nas urnas, a gente pode conhecê-lo melhor. Falo sem um pingo de ufanismo, mas ligeiramente apaixonada. O povo brasileiro é lindo. E ele conhece o seu país melhor do que ninguém. Quando, soberanamente, decide pela continuidade de um projeto político não é demérito do povo e sim dos projetos opositores, ou, como é mais comum por aqui, do projeto opositor. Essa é a maravilha da democracia, no fim das contas. O voto do senhor Antenor, que vigia o prédio aqui do lado do meu vale tanto quanto o da Dona Dilma, aquela mesmo, que foi reeleita por uma margem apertada nesse domingo. A resposta das urnas é uma resposta coletiva, e sempre meio confusa, difícil de ler, mas acima de tudo soberana.

Apenas a partir do aprendizado de que a vitória não é construída fazendo chacota do pensamento alheio e sim da construção de pontes você aí, que não sabe perder, vai entender e aprender com o peso de cada derrota. Os 12 anos de oposição não foram o suficientes para ensinar isso a boa parte de vocês.

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