OPINIÃO
09/09/2016 12:56 -03 | Atualizado 09/09/2016 12:56 -03

4 mitos sobre o azeite de oliva

"Cozinho tudo com azeite!", garante a portuguesa Mavilde Marchante, "master blender" da marca Gallo, desfazendo o mito de que não se deve aquecer ou cozinhar com azeite de oliva. Sua missão é provar e selecionar as amostras de azeites do mundo todo, para ser usadas nos blends, ou misturas, da marca.

William Reavell Dorling Kindersley via Getty Images
Selection of olives and olive oils, varieties Picholine, Nicoise, Gaeta, Kalamata, Lucques, Manzanilla, Nyons

"Cozinho tudo com azeite!", garante a portuguesa Mavilde Marchante, "master blender" da marca Gallo, desfazendo o mito de que não se deve aquecer ou cozinhar com azeite de oliva. Sua missão é provar e selecionar as amostras de azeites do mundo todo, para ser usadas nos blends, ou misturas, da marca. Uma das profissionais mais importantes no mundo dos azeites, Mavilde é master blender de Gallo há 27 anos e já foi consagrada três vezes com o prêmio Mario Solinas, o "Oscar" do mundo do azeite. Para se ter ideia, de cerca de 7 mil amostras recebidas por ano, apenas 20% são selecionadas e aprovadas por Mavilde e sua equipe para criação dos blends de Gallo. Em sua primeira visita ao Brasil, ela conduziu alguns jornalistas a uma degustação, contou curiosidades e deu dicas sobre esse produto cada vez mais consumido por aqui. "No Brasil, o uso do azeite ainda está concentrado na finalização dos pratos, mas essa gordura é bastante versátil e pode (e deve!) ser usada também no preparo dos pratos, da entrada à sobremesa", diz ela. A seguir, alguns mitos desfeitos nessa conversa bem-azeitada:

1. "Não faz bem fritar ou refogar com azeite"

Todas as propriedades do azeite são mantidas até a gordura atingir 180º C. Por isso, ao usar o azeite para frituras, ou aquecê-lo em refogados, não há nenhuma alteração em sua estrutura, permanecendo uma gordura saudável. Da mesma forma que não é bom deixar "queimar" o óleo de cozinha, com aquecimento em excesso, o mesmo vale para o azeite.

2. "Quanto menor a acidez, maior a qualidade"

O nível de acidez de um azeite é apenas um dos critérios que permite classificá-lo. Um bom azeite pode ser identificado em testes sensoriais por especialistas (quando se avaliam aroma e sabor) e testes físico-químicos internacionalmente validados. Neste caso, os azeites são testados em laboratório para que se possa ter certeza dos componentes do líquido. Uma dica é o preço: devido à matéria-prima e forma de produção, um bom azeite deve custar, em média, 20 reais no Brasil (500 ml). Se o azeite for muito barato, desconfie.

 3. "Se o azeite é muito amarelo, pode estar passado"

A cor do azeite reflete apenas a maturidade da colheita da azeitona. Quanto mais madura a azeitona está na hora da colheita, mais amarelado será o líquido. A cor do azeite extra virgem pode variar do verde escuro ao amarelo dourado.

 

4. "Azeite contém conservantes"

A classificação "virgem" refere-se ao processo de extração do azeite. Significa que o óleo é obtido única e exclusivamente por processos físicos, sem qualquer aditivo. Dentro de uma garrafa de azeite virgem ou extra virgem há apenas suco de azeitona, sem corantes, nem conservantes. Lembrando que o chamado "ouro líquido" é um dos alimentos com mais propriedades preventivas e curativas que existe na natureza. É rico em ácidos gordos monoinsaturados e antioxidantes naturais e em vitamina D, que auxilia no bom funcionamento do sistema imunológico e no crescimento e fortalecimento dos ossos.  

 

LEIA MAIS:

- As 4 emoções do flamenco

- O flamenco tem a força

Também no HuffPost Brasil:

Galeria de Fotos festival anual O Boticário na Dança Veja Fotos