OPINIÃO
24/04/2014 17:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:24 -02

Que brincadeira mais séria

Um mercado que movimenta 15 bilhões de dólares nos Estados Unidos não pode ser considerado como uma simples brincadeira.

Emma Innocenti via Getty Images

Vamos jogar videogame?

Essa pergunta está cada vez menos ligada as crianças e adolescentes e mais perto de conversa entre gente grande, segundo uma pesquisa da associação que representa os fabricantes de jogos eletrônicos nos Estados Unidos, publicada na revista Exame PME em 2013.

O mercado americano de games subiu de 6,9 bilhões de dólares em 2002 para 14,8 em 2012, mais que dobrou em 10 anos, sendo que está igualmente dividido entre jogos para videogame/computador e aplicativos para celular e redes sociais.

Jogam no próprio videogame 68% dos jogadores, enquanto 43% usam seu smartphone para jogar. Ou seja, o videogame continua sendo o lugar onde os jogadores mais tentam bater os seus recordes, mas os aparelhos celulares estão conquistando espaço cada vez maior entre os jogadores.

Ao dividir em faixas etárias, entre os jogadores, existe um equilíbrio: 36% tem mais de 36 anos, 32% menos de 17 anos, enquanto 32% estão entre essas duas idades, 18 e 35 anos.

Um mercado que movimenta 15 bilhões de dólares nos Estados Unidos não pode ser considerado como uma simples brincadeira. Deve ser levado em conta pelos especialistas em marketing como mais uma opção de mídia, com merchandising dentro dos jogos e também como uma opção de jogo, dependendo da ação de marketing que for criada.

Teve uma rede de pizzarias americana que colocou um anúncio de suas lojas num jogo de corrida, fazendo o jogador conseguir pedir uma pizza sem precisar sair do seu carro nem ter que dar uma pausa no jogo, apenas clicando no ícone da pizzaria dentro do próprio cenário do videogame.

Videogame é algo cada vez mais sério, não é brincadeira.

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