OPINIÃO
02/03/2015 19:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

O e-commerce em 2015 no Brasil

Shutterstock / Gunnar Pippel

O comércio eletrônico não para, as lojas virtuais estão sempre abertas, mas como tem aquela máxima que o ano se inicia após o carnaval, vamos aproveitar esse "inicio" de ano para analisar o que esperamos do e-commerce nesse ano.

Vamos levar em conta o estudo da eBit no relatório WebShoppers para pautar nossa análise.

Antes vamos aos números de 2014:

- O faturamento do comércio eletrônico brasileiro foi de 35,8 bilhões de reais, 24% superior a 2013.

- Foram feito 103,4 milhões de pedidos online, 17% a mais que em 2013.

- O ticket médio foi de R$327, quase 350% superior a 2013.

- 51,5 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra online, sendo 10,2 milhões pela primeira vez.

- Considerando 103,4 milhões de pedidos para 51,5 milhões de compradores, tem gente comprando mais de uma vez de forma virtual no ano.

- Através de plataformas mobile foram feitas 9,7% das compras virtuais, sendo 65% destas por smartphones e 35% por tablets, invertendo a tendência anterior.

- 40% dos brasileiros fizeram pelo menos uma compra em sites internacionais, superior aos 30% do ano anterior, motivados pelo menor valor e não existência do produto no país.

- O valor estimado das compras brasileiras nos sites internacionais foi de 6,6 bilhões de reais, 18% do faturamento dos sites nacionais.

- A inflação virtual foi negativa de 0,48% mensal, através do índice FIPE/ Buscapé, sendo que a categoria de telefonia baixou em 12,96% seus preços, enquanto o de cosméticos e perfumaria subiu 1,94%.

- Metade das lojas virtuais ofereceu frete grátis para as compras.

Agora a expectativa para 2015:

- As vendas online têm crescido ano após ano, o que deve se manter em 2015, mesmo com os problemas econômicos que o Brasil deve enfrentar pela frente.

- Acredito no aumento do número de compras por pessoa, com mais pessoas fazendo suas primeiras compras online, mas numa diminuição do ticket médio.

- A plataforma mobile vai conquistar uma fatia ainda maior nas compras virtuais.

- As compras brasileiras nos sites internacionais não deve crescer na mesma proporção, ocasionadas pelo aumento do Dólar, conseqüente perda do poder de compra do Real e atrasos nas entregas das encomendas, já que os Correios no Brasil, principais responsáveis pelas entregas, não estão preparados para tanto movimento.

- Os preços online vão continuar em queda, fruto da maior concorrência entre as lojas virtuais, que devem ampliar a oferta de produtos com frete gratuito para conquistar mais consumidores e forçar o gasto maior em cada compra.

O comércio eletrônico vai continuar atraindo novos players, empresas físicas que precisarão buscar novas formas de oferecer seus produtos e serviços, fazendo com que a concorrência e competição se acirrem mais ainda, exigindo mais eficiência das e-empresas que quiserem sobreviver, se manter e ampliar a sua participação no mercado.

Essa concorrência acirrada e busca pela eficiência é benéfica ao consumidor.