OPINIÃO
04/02/2015 16:43 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

É possível ficar fluente em outro idioma sem sair de casa?

Encaixar em uma agenda cada vez mais apertada duas, às vezes três aulas semanais, não é uma tarefa fácil. Observando isso, temos cada vez mais opções de cursos a distância com conteúdo de qualidade e metodologias adaptadas a esta modalidade de ensino.

nito100 via Getty Images

Até pouco tempo atrás, dominar uma segunda língua era um grande diferencial no mercado. Hoje, não é mais - isso porque falar português e inglês passou a ser o mínimo exigido quando falamos de possibilidades de crescimento em multinacionais ou em empresas que pretendem atuar globalmente nos próximos anos. Contudo, encaixar em uma agenda cada vez mais apertada duas, às vezes três aulas semanais, não é uma tarefa fácil. Observando isso, temos cada vez mais opções de cursos a distância com conteúdo de qualidade e metodologias adaptadas a esta modalidade de ensino.

Mas será que dá para ficar fluente em alguma língua de casa? A resposta é: yes, you can! Isso porque hoje é possível fazer uso de inúmeras ferramentas nesses cursos, indo desde reconhecimento de voz para verificar se a pronúncia do aluno está correta até aulas "ao vivo" via webcam em que alunos de diversas partes poderão interagir e treinar suas habilidades de conversação. Nesse sentido, mais do que uma questão de efetividade ou não do formato a distância, o que realmente está em jogo é a quebra de um paradigma muito importante: estamos saindo de uma realidade em que o principal desafio era a distância para uma nova realidade em que o desafio passou a ser o tempo.

Para explicar melhor isso, citarei um exemplo real: no final da década de 1990, a Universidade Aberta da Catalunha fez uma pesquisa para saber onde estavam distribuídos seus alunos. Na ocasião, verificou que estavam dispersos por todo o continente europeu e mais alguns outros países ao redor do globo. Dez anos depois, repetiu a mesma pesquisa e notou que o cenário havia mudado completamente - agora, os alunos concentravam-se principalmente nas proximidades de Barcelona, cidade em que fica a instituição.

Isso ilustra bem o momento em que vivemos: as pessoas não estão procurando opções online para aprender novos conhecimentos ou aprimorar os que já possuem devido a não possuírem alternativas próximas a elas, mas sim porque não querem ficar presas a horários que não são flexíveis, perder tempo no trânsito devido a deslocamentos etc.

Essa quebra de paradigma também é perceptível hoje na aprendizagem de idiomas: não importa ter escolas físicas perto de casa ou do trabalho se o que falta é disponibilidade de tempo. Essa, inclusive, é uma tendência que veio para ficar: a forma de ensinar precisa se adequar ao fato de que o aluno e suas necessidades, sejam elas metodológicas ou logísticas, precisam estar no epicentro de qualquer ação educacional.

Siga a gente no Twitter

Acompanhe mais artigos do Brasil Post na nossa página no Facebook.

Para saber mais rápido ainda, clique aqui.