OPINIÃO
01/01/2015 14:47 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

O dono da cena: protagonismo na era digital

É cada vez mais recorrente a necessidade de autonomia e flexibilidade na relação entre as pessoas e o mundo ao seu redor. No que diz respeito à educação online, o protagonismo deixou de ser algo necessário, tornando-se um atributo urgente.

Na edição de dezembro da revista Profissional & Negócios, a reportagem A Revolução da Educação aborda vários resultados positivos da educação a distância e aponta algumas barreiras deste modelo, entre elas a falta de protagonismo.

Nos dias de hoje é cada vez mais recorrente a necessidade de autonomia e flexibilidade na relação entre as pessoas e o mundo ao seu redor, seja na escolha de um filme seja na forma como pretendemos construir e desenvolver nossa vida profissional. No que diz respeito à educação online, o protagonismo deixou de ser algo necessário, tornando-se um atributo urgente - cada vez mais as pessoas esperam ser donas de sua trajetória. E, como não podia ser diferente, isso é sentido no universo dos treinamentos corporativos.

Um exemplo: pensando na estrutura de uma universidade corporativa, os colaboradores normalmente contam com uma carga de cursos obrigatórios e uma parcela de cursos de autodesenvolvimento. Na primeira categoria é comum termos os temas exigidos muitas vezes por alguma regulamentação do setor e também os que se relacionam diretamente com o negócio. Já a segunda categoria abrange cursos de diversos assuntos, de sustentabilidade ao ensino de novas línguas.

Considerando uma operação que invista no protagonismo dessas pessoas, oferecendo conteúdos alinhados com formato e linguagem compreensíveis por essa população, modernização das plataformas de ensino e aprimoramento da interface/usabilidade que conecta essas duas frentes, essa divisão passa a ser cada vez mais tênue a partir do momento em que o próprio colaborador entender o valor daquilo que deve aprender versus o que quer aprender. Essa clareza garante seu desenvolvimento como um indivíduo que faz parte de uma empresa e como um profissional cada vez mais preparado para os desafios do mercado.

Além disso, após a popularização das wikis, o conhecimento deixou de ser encarado como uma via de transferência unilateral para se consolidar como uma experiência de construção. Não existe colaboração sem que os envolvidos apoderem-se como fornecedores e consumidores num equilíbrio constante. Em educação online, a força-motriz desse protagonismo necessariamente deverá desembocar em experiências realmente personalizadas de aprendizagem, promovendo assim uma visão mais clara sobre a importância do aprendizado para o aluno ao mesmo tempo em que um novo modelo começará a ser desenhado.

Na prática, esse protagonismo assegura que as bases são passadas de forma tão sólida e robusta que o resultado são pessoas muito mais preparadas para caminharem de forma alinhada com os objetivos previstos ainda que de forma independente.

Ainda estamos em um momento de quebra de paradigmas para que essa realidade seja possível de forma mais abrangente e universalizada, mas é essencial termos em vista que isso não é um modismo e que devemos estar bem preparados para abraçar esse novo cenário e sermos parte ativa desse processo de construção.

>>> Clique aqui para ler a reportagem A Revolução na Educação na íntegra.

Acompanhe mais artigos do Brasil Post na nossa página no Facebook.

Para saber mais rápido ainda, clique aqui.