OPINIÃO
23/02/2015 22:44 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Educação na palma da mão

Se até pouco tempo a bola da vez era a introdução de treinamentos e cursos online nas empresas complementando as estratégias de capacitação, hoje a nova fronteira da educação corporativa está em oferecer conteúdos por meio smartphones e tablets.

4FR via Getty Images

Não será nenhuma surpresa se você estiver lendo este post em um tablet ou até mesmo em seu smartphone. Há pesquisas com números impressionantes sobre o consumo de dados, horas de conexão, objetos que se conectam uns com os outros (a agora tão falada 'internet das coisas'). Essas experiências sem precedentes ditam um estilo de vida ultraconectado. Com a educação não é diferente.

Se até pouco tempo a bola da vez era a introdução de treinamentos e cursos online nas empresas complementando as estratégias de capacitação, hoje a nova fronteira da educação corporativa está em oferecer conteúdos por meio smartphones e tablets. Por um lado, trata-se de um processo de aculturação da plataforma mobile, ou seja, apresentar aos executivos de RH como a experiência de aprendizagem acontece e quais resultados são possíveis obter. Por outro, é uma adequação do modelo de educação a distância ao comportamento das novas gerações presentes hoje no ambiente de trabalho e do movimento de mercado. Vale sempre ressaltar que a partir de 2015 mais da metade da força de trabalho no mundo terá nascido após 1980, isto é, pessoas familiarizadas desde muito cedo com tecnologias digitais, redes de colaboração e totalmente conectada.

Percebo em meu dia a dia que empresas que querem iniciar uma estratégia de mobile learning enfrentam uma fase inicial de entendimento sobre como as metodologias de ensino e abordagens de conteúdo funcionam neste tipo de suporte, bem como das particularidades técnicas da plataforma em si. Um equívoco bastante comum ao tentar desenvolver uma solução para tablets e smartphones é migrar todo o conteúdo disponível para acesso nos meios "tradicionais" sem as adaptações necessárias. Quando falamos de mobile é preciso ter em mente o comportamento dos colaboradores diante das diferentes plataformas e estruturar a trilha de aprendizagem em função deste perfil. A experiência de aprendizagem em um monitor de 20 polegadas certamente não será tão efetiva em uma tela touchscreen de 5 polegadas, por exemplo. Esta sensibilidade é a chave para aumentar o engajamento e efetividade deste tipo de solução.

Uma boa estratégia é utilizar mídias e formatos como podcasts curtos, vídeos, infográficos, artigos e quizes. As plataformas móveis também requerem uma organização diferente do conteúdo oferecido. As atividades podem ser agrupadas por temas, mídias ou em trilhas de aprendizagem. Também é preciso estar atento a integração do sistema de gestão de educação online (LMS) e conhecer os detalhes técnicos do acesso do aluno, ou seja, se será realizado via conexão wi-fi ou por pacote de dados, o tipo de rede e a origem do acesso (em viagens ou de casa) para garantir o sucesso do programa.

Adotar o mobile exige expertise na escolha da metodologia adequada e análise criteriosa de três pilares: conteúdo, plataforma e forma de distribuição dos cursos. Tendo essas definições acertadas, a solução traz muitos benefícios ao amplificar as oportunidades para as empresas e encurtar ainda mais as distâncias ao oferecer mobilidade e interatividade. Em outras palavras, é a empresa falando a língua dos seus colaboradores.