OPINIÃO
12/04/2016 17:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Ambição: o que te move?

Dave and Les Jacobs via Getty Images
Empty road in remote desert

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É possível que você se questione sobre o que te fez chegar até aqui: oportunidades, limites, acaso, amigos, azar, sorte. Tudo isso é bem real e facilmente identificável. Entretanto, nenhum desses fatores é o bastante. Há algo mais essencial que te move para frente: ambição.

Você é do tamanho da sua ambição. E sua história é registro disso. Em tudo que superamos e construímos, há vontade e determinação. E, sob uma perspectiva individual, somos todos vencedores.

Entretanto, esse desejo não se retroalimenta facilmente ao longo de toda a vida. Há pausas, momentos de apatia e questionamento. Seja por falta de foco, muitas dificuldades ou desconcentração, podemos parar no tempo. Sei disso, porque já aconteceu comigo. Mas também sei que nada é mais recompensador do que retomar esse entusiasmo. É uma sensação de que somos capazes de seguir em frente apesar de tudo. Na verdade, é uma sensação de que não há nada mais a fazer, senão seguir em frente.

Eu não tenho dúvidas de que esse sentimento, quando bem amparado, é o motor que constrói o mundo. E também sei que, para alimentar nossa ambição, o local onde trabalhamos e as pessoas com quem passamos a maior parte de nosso dia faz toda a diferença.

É por isso que eu desejo que você esteja hoje no lugar certo. E, se não estiver, que inicie sua busca para aquele lugar onde sua ambição pode voltar a ser o que um dia já foi. Lá você não só será mais produtivo, como também crescerá com mais rapidez e poderá ajudar seus colegas com o mesmo entusiasmo que irá se ajudar.

De tempos em tempos, eu resgato um poema do Robert Frost para me inspirar. Para mim, ele é um resumo singelo dessa ambição que nos leva à frente.

Stopping by Woods on a Snowy Evening

(tradução para português)

Whose woods these are I think I know.

His house is in the village though;

He will not see me stopping here

To watch his woods fill up with snow.

My little horse must think it queer

To stop without a farmhouse near

Between the woods and frozen lake

The darkest evening of the year.

He gives his harness bells a shake

To ask if there is some mistake.

The only other sound's the sweep

Of easy wind and downy flake.

The woods are lovely, dark and deep,

But I have promises to keep,

And miles to go before I sleep,

And miles to go before I sleep.

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