Opinião

App Happn é repaginado para brigar com Tinder no Brasil

A mecânica do aplicativo francês é muito similar ao Tinder, um grande sucesso no Brasil, embora o programa prefira vender a ideia de uma solução mais "real", tendo em vista a limitação geográfica para a pesquisa de perfis. De certa forma faz sentido, uma vez que o serviço pode facilitar o encontro de pessoas que estejam realmente próximas umas das outras. Vale lembrar, no entanto, que a galera pode explorar métodos mais convencionais quando o interesse é mútuo em um restaurante ou balada. A popularização - ou não - do app será o termômetro de quanto essa ferramenta pode ou não ser útil para os brasileiros a curto prazo.
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Sou entusiasta da internet e realmente acredito que ela é uma ferramenta perfeita para "cruzar" pessoas. Encontrei todos os meus namorados na rede e meu marido, por exemplo, achei no Myspace. Calma lá: não vá achando que sou uma pessoa com dificuldades de socialização. Sempre gostei de uma balada e de interagir com pessoas. O lance é que a internet pertimia - e permite - que a conversa seja um pouco mais interessante do que o tradicional "você vem sempre aqui?", "o que você faz?" e "onde você mora?". O aplicativo Happn é mais uma opção para quem "está na pista". Vou explicar!

O Happn é francês é foi fundado por três empreendedores: Fabien Cohen, Didier Rappaport e Antony Cohen. Como o Tinder, um dos sucessos recentes no segmento de dating, o aplicativo dá aquela forcinha na hora de buscar gente para trocar uma ideia. Ele também é geolocalizado, como o concorrente, mas destina-se a mapear pessoas que estejam bem próximas, em um raio de 250 metros. Ou seja: a ideia aqui é explorar o app para buscar perfis no trabalho, restaurante ou até mesmo em uma determinada festa. Testei o app com o meu marido na região da Rua Augusta, em São Paulo.

No meu caso, apenas três pessoas foram exibidas na interface do programa, incluindo o perfil do maridon. O mesmo aconteceu com ele. Você pode dar um "like" em uma foto, mas só será notificado se a pessoa do outro lado - literalmente - também clicar no

A empresa passa por um processo de internacionalização e o aplicativo já está disponível em 14 cidades do mundo: Paris, Londres, Berlim, Madri, Barcelona, Milão, Nova York, Boston, Chicago, Los Angeles, São Francisco, Cidade do México, Buenos Aires e Chile. Nesta semana, o aplicativo, que desde o ano passado pode ser baixado no Brasil gratuitamente, passa a ser oferecido em português. Miami, nos Estados Unidos, será a próxima cidade a entrar no mapa de lançamento do Happn.

A mecânica do aplicativo francês é muito similar ao Tinder, um grande sucesso no Brasil, embora o programa prefira vender a ideia de uma solução mais "real", tendo em vista a limitação geográfica para a pesquisa de perfis. De certa forma faz sentido, uma vez que o serviço pode facilitar o encontro de pessoas que estejam realmente próximas umas das outras. Vale lembrar, no entanto, que a galera pode explorar métodos mais convencionais quando o interesse é mútuo em um restaurante ou balada. A popularização - ou não - do app será o termômetro de quanto essa ferramenta pode ou não ser útil para os brasileiros a curto prazo. Veremos!

Bem como outros apps sociais, o Happn se conecta ao Facebook, mas promete não publicar qualquer informação na linha do tempo do usuário. Também garante não salvar informações como a localização geográfica das pessoas. Se você está "na pista" e adora um novo app, outra informações podem ser encontradas na web. Por ora, o conteúdo em português ainda não foi disponibilizado no site do aplicativo, mas isso deve ocorrer ao longo desta semana. Se estiver no pique, teste a nova brincadeira e depois nos conte sobre suas experiências. Como disse alí encima, sou entusiasta da internet e acho que "cruzar" pessoas online é só mais uma vantagem neste novo mundo de interações digitais.