OPINIÃO
14/02/2015 17:10 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Ao completar uma década, YouTube já não reina sozinho na internet

O YouTube é sem dúvidas o maior catálogo de vídeos online da rede. A plataforma comprada sabiamente pelo Google em 2006, um ano após a fundação do serviço, tem mais de 1 bilhão de usuários, que fazem o upload de 300 horas de vídeo por minuto. É de se convir, portanto, que o YouTube reina na internet - mas não sozinho. E a culpa é desta campanha de Natal que você assiste a seguir:

O YouTube é sem dúvidas o maior catálogo de vídeos online da rede. A plataforma comprada sabiamente pelo Google em 2006, um ano após a fundação do serviço, tem mais de 1 bilhão de usuários, que fazem o upload de 300 horas de vídeo por minuto. É de se convir, portanto, que o YouTube reina na internet - mas não sozinho. E a culpa é desta campanha de Natal que você assiste a seguir:

No final do ano passado, a rede britânica de lojas de departamento John Lewis produziu um vídeo fofo às vésperas do Natal. O material foi promovido no YouTube, é claro, e também no Facebook, que passou a explorar o formato em 2014. Graças ao recurso "autoplay", que reproduz o vídeo automaticamente sem áudio até o usuário dar um "play", o compartilhamento da campanha nas primeiras 24 horas foi superior na plataforma de Zuck.

Batalhas entre concorrentes sempre repercurtem na rede, portanto a "vitória" do Facebook diante de um gigante como o YouTube ganhou as manchetes em todo mundo. Seria a rede social o novo inimigo do Google? Segundo a Unruly, empresa de marketing social, o vídeo do pinguim apaixonado registrou 76,9% de compartilhamentos no Facebook e apenas 23,1% no YouTube. Os números não só ganharam dimensão na rede, como também alfinetaram a plataforma de vídeos, que passou a testar uma ferramenta de autoplay no começo deste ano.

Ao olhar as estatísticas realmente fiquei curiosa acerca desses números. Neste sábado, dia em que o YouTube completa 10 anos, o vídeo da John Lewis possui quase 23 milhões de visualizações no serviço do Google. Já no Facebook, a campanha foi vista pouco mais de 6 milhões de vezes. O número de compartilhamentos na plataforma de Zuck é de 164.320. Fica a dúvida: seria o Facebook realmente mais efetivo para a promoção de um vídeo? Confesso que acho um pouco prematuro tirar essa conclusão.

Não sou publicitária e tão pouco especialista em social media, mas o que me parece claro é que a rede de Zuck pode ser bastante efetiva em um primeiro momento. Digo: nas primeiras horas em que um vídeo é publicado na plataforma. No entanto, como o conteúdo na rede social tem uma "data de validade" que se limita ao período em que a pessoa olha a sua timeline, o resultado a longo prazo nem sempre é tão impressionante. O que podemos dizer com pecisão é que o YouTube - sorry Facebook - continua reinando na internet. Mas agora ele vive sob a ameaça de um reinado vizinho, cujo número de "habitantes" é de 1,4 bilhão de pessoas.