OPINIÃO
11/08/2014 11:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

Um poema do palestino Juan Yaser

A mãe, nádegas caídas, / apressa os passos / feliz, rumo ao medo.

Chris King via Getty Images

Rumo ao medo

Tradução de Régis Bonvicino

O vale

se encheu de estilhaços,

um tipo de mescla de botas

e manjericão.

Cheiro de morte.

Azeitonas e laranjas miram

a Estátua da Liberdade.

Na fuga

o sapato de um menino

cai.

A mãe, nádegas caídas,

apressa os passos

feliz, rumo ao medo.

*

Original em espanhol:

Hacia el miedo

El valle

se llenó de metrallas,

una mezcla de botas

y albahacas.

Aroma de muerte.

Olivos y naranjos miran

la Estatua de la Libertad.

En la huida

el zapato de un niño

cae.

La madre, con las nalgas rotas,

apura los pasos

contenta, hacia el miedo.

Publicado originalmente na revista Sibila.

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