OPINIÃO
27/08/2014 08:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Os erros e acertos dos figurinos dos políticos no debate da Band

Ok, debate não é tapete vermelho ou desfile da São Paulo Fashion Week, mas fiquei surpresa com o planejamento da aparência dos políticos. Foram poucos erros nos looks.

MARCOS BEZERRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Aconteceu nesta segunda-feira o primeiro debate com os candidatos à presidência da República na TV. Realizado nos estúdios do Grupo Bandeirantes, o evento foi comandado pelo experiente jornalista Ricardo Boechat.

Ok, debate não é tapete vermelho ou desfile da São Paulo Fashion Week, mas fiquei surpresa com o planejamento da aparência dos políticos. Foram poucos erros nos looks.

Não sei se pela tradição do evento, pela formalidade e seriedade do encontro ou pelo respeito ao público, mas até a presidente Dilma Rousseff, altamente criticada por repetir figurinos nos últimos tempos, acertou no visual.

Levy Fidelix, o primeiro candidato a chegar aos estúdios da Band, apostou no preto. Usando a cor no terno e na gravata, combinando com os bigode e os cabelos escuros, o visual do candidato ficou um tanto pesado no vídeo. É possível melhorar.

A candidata à reeleição Dilma Rousseff escolheu calça preta e um belo blazer creme, com gola trabalhada. Ficou chique. Nos acessórios, um tradicional colar de pérolas, que alongou o pescoço, e brincos do mesmo material. A maquiagem e o cabelo estavam impecáveis. Ponto para a presidente.

Marina Silva (PSB) chegou à Band vestindo calça preta e blusa off-white com abotoamento duplo e um colar de metal. No estúdio, colocou uma echarpe bege por cima de seu casaco e óculos de armação vermelha. No segundo bloco, retirou a pashmina e os óculos. Depois, voltou a colocar as lentes. Depois, tirou. Essa mudança toda de guarda-roupa e o tira-e-põe dos óculos (vermelhos) distraiu os espectadores: ponto negativo.

Dentre as mulheres, a ex-deputada federal Luciana Genro (PSOL) foi a única a não vestir cores neutras na parte de cima do figurino. A gaúcha optou por um blazer coral/melancia, que a destacou bastante dos painéis de LED do cenário, em tons de azul. Já a maquiagem não favoreceu a candidata. As pálpebras ficaram brilhando, a sombra não combinou com a paleta de cores de seu figurino e ainda chamou demais a atenção, ao invés de realçar a cor de seus olhos e a expressão de seu olhar.

O candidato do PSDB Aécio Neves optou por um bonito terno cinza médio, com lapela mais fina, camisa branca e gravata azul cobalto. Ficou moderno e correto. Perfeito.

Errou na gravata o Pastor Everaldo (foto abaixo, à direita). O terno marinho com a camisa em um tom de azul médio funcionou bem no vídeo.

Mas a gravata listrada ficou com uma cor estranha na tevê e na internet. Simplesmente, não combinava com o resto. Na lapela, o pin do PSC. É simpático os candidatos usarem pins de seus partidos, mas uma bandeira do Brasil não seria mais "presidenciável"?

O candidato do Partido Verde Eduardo Jorge foi o único a não usar terno. O médico e ex-deputado federal preferiu uma camisa com discretas listrinhas azuis. Na televisão, ficou bonita. Já na internet, as listras flicavam sem parar (foto ao lado).

Como acessório, uma pulseirinha verde no braço esquerdo. Na atitude, o político foi tão informal quanto seu figurino, e surpreendeu até o mediador. Deu respostas inusitadas e supercurtas, arrancou risadas da plateia e ainda chamou todos os candidatos de você. Leva uma nota 6.

Fotos: Reprodução

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