OPINIÃO
29/07/2014 09:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Dilma e o "uniforme" vermelho para a sabatina

O blazer vermelho com botões vermelhos com bordas pretas e mangas 3/4 estava correto, enquanto a calça preta e os sapatos de salto baixinho davam um ar de praticidade. Talvez praticidade demais. Faltou um certo charme.

Reprodução/UOL

Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi sabatinada nesta segunda-feira (28), no Palácio Alvorada, em Brasília. A entrevista, organizada pelo jornal Folha de S. Paulo, pelo portal UOL, SBT e rádio Jovem Pan, deveria ter sido realizada no dia 17 de julho, depois das sabatinas dos presidenciáveis Eduardo Campos, do PSB (em 15 de julho), e Aécio Neves, do PSDB (em 16/07) mas, devido a compromissos da agenda presidencial, acabou acontecendo somente nesta segunda.

No começo da sabatina, Dilma Rousseff parecia um tanto desconfortável. Estava com a boca seca e passou muito a língua nos lábios; mexeu-se bastante na cadeira e sua postura tensa lhe deixou com os ombros caídos (quando focalizada de frente) e o corpo endurecido. Com o tempo, ajeitou-se melhor na poltrona e o conjunto ficou mais harmonioso.

O blazer vermelho com botões vermelhos com bordas pretas e mangas 3/4 estava correto, enquanto a calça preta e os sapatos de salto baixinho davam um ar de praticidade. Talvez praticidade demais. Faltou um certo charme: os vários tons de vermelho que a presidente usa já estão com cara de uniforme. Uma calça tom-sobre-tom ou numa outra cor neutra (cinza, marinho) continuaria formal, ficaria diferente de seu guarda-roupa cotidiano e daria um ar mais elegante.

Acessórios - A presidente comentou, animada, no meio de sua primeira resposta, que era supersticiosa. Sua pulseira com pingente de olho grego (ou turco, como preferir) não a deixa mentir. Além do amuleto contra o mau-olhado (foto acima), escolheu um relógio delicado e pequenos brincos dourados. Infelizmente, a mineira continua se equivocando no comprimento de seus colares. O que usou hoje parecia enforcá-la. Um acessório um pouco mais comprido alongaria e afinaria visualmente seu pescoço. Na maquiagem, elegeu os clássicos: sombra bege, blush rosado, batom vinho (que aumenta seus lábios finos) e lápis preto nos olhos.

A presidente demonstrou pouco traquejo com as câmeras e fixou pouquíssimas vezes o olhar nos entrevistadores enquanto eles faziam perguntas e, muitas vezes, durante as respostas (foto acima). Também sorriu pouco. Dilma parece que só não economizou no gestual. Um de seus favoritos foi usar os dedos para contar. Foram quatorze vezes em 1h15 de entrevista.

Quanto à fala, comeu plurais. E também exagerou ao chamar os jornalistas de queridos (foram sete vezes), na repetição de conceitos e na quantidade de perguntas retóricas e de frases que nada agregavam ao discurso. "Eu vou falar mais uma coisa", "Posso te explicar uma coisa?", "Eu vou te dizer o seguinte...", "O que é que eu acho?" e "Posso falar uma coisa?" foram algumas delas. Pareceu um certo desperdício de palavras para quem esperava a discussão de ideias e propostas para os próximos quatro anos.

Fotos: Reprodução

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