OPINIÃO
01/01/2015 13:56 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

Toren pode ser o jogo brasileiro do ano de 2015

Conheci Toren em maio de 2013, durante o Festival Games Brasil que ocorreu no Museu de Imagem e Som (MIS), na cidade de São Paulo. O jogo me fez imediatamente pensar em Shadow of Colossus e Ico, mas eu lembro que outro título me veio a cabeça assim que eu controlei a Moonchild em sua jornada para subir na torre e crescer: Cara, acho que este é o "Zelda brasileiro".

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Toren já era famoso dois anos antes, por ter sido o primeiro jogo brasileiro a receber incentivos da Lei Rouanet, e agora possui ajuda de publisher Versus Evil de Banner Saga. Minhas impressões comparando com The Legend of Zelda se confirmaram quando entrevistei Alessandro Martinello, o responsável pela arte, pouco tempo depois de descobrir e de ter jogado o game. É um jogo introspectivo, com 3D bem acabado e trama poética e densa. Pode-se dizer que Toren é um dos primeiros títulos realmente "Triple A" de destaque do mercado brasileiro e que consumiu a equipe gaúcha da Swordtales por quatro anos. É um game com aparência caprichada e que promete chamar atenção com todas as suas particularidades.

O jogo sofreu pequenas alterações - quem estava na SBGames lembra da brincadeira com o "céu cor Magenta" em um dos restaurantes Pampa Burger de Porto Alegre - e foi apresentado para o PS4 na PlayStation Experience, entre os dias 6 e 7 de dezembro. O título que também chegará no PC e no MAC chamou as atenções e pode efetivamente aumentar o nível das representação do mercado brasileiro de jogos internacionalmente. Será lançado também na loja ThinPlay, de game nacionais de ThinKkers.

A empreitada da Swordtales com Toren sobreviveu sobre expectativas e sobreviveu a muitos adiamentos, que certamente frustraram aqueles que esperavam o jogo pra ontem. No entanto, como a menina Moonchild se prepara para enfrentar um dragão escuro muito maior do que ela, os desenvolvedores brasileiros tiveram que encarar uma jornada difícil para finalizar seu projeto.

Mais trabalhoso do que abrir empresas e começar projetos de games no Brasil é terminar seu próprio jogo.

Toren caminha para um final feliz: tornar-se o destaque de 2015. Aguardemos para ver.

Texto publicado originalmente no site Geração Gamer.

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