OPINIÃO
22/01/2015 19:55 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

O inferno astral dos aplicativos

Infelizmente, o usuário brasileiro tem sido um alvo fácil deste tipo de ataque, justamente por não desconfiar das ofertas gratuitas. Há a impressão, por parte do consumidor, que as lojas de aplicativos é que fariam a verificação para garantir a segurança do que é baixado nelas, mas isso não é bem assim.

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Quem já não passou aperto por estar com o celular o tempo todo travando? Pois é, na era dos aplicativos, o usuário deve fazer muito mais manutenção no equipamento para liberar espaço de memória para que não sofra os bugs da mobilidade.

Este cenário pode ficar ainda mais agravado quando também envolvemos os relógios de última geração, dotados de mais e mais aplicativos, e que ainda interagem com o celular. Nesse momento, entramos na era em que as nossas coisas passam a saber tudo sobre nós e podem estar contando para os outros!

Portanto, se você é daqueles que baixa todo e qualquer aplicativo gratuito das lojinhas da Google e da Apple, e já tem centenas de aplicativos instalados, cuidado, no último 1 ano surgiram diversos vírus para celulares e passou a ser comum o golpe do aplicativo falso, uma nova modalidade de engenharia social que vem gerando diversas vítimas diariamente.

Um dos aplicativos falsos mais baixados, que é, na verdade, um arquivo malicioso para pegar dados do celular, números de contatos, fotos, informações de senhas e ainda consegue gravar até o que está sendo falado e enviar como um arquivo MP3 para a quadrilha, é justamente uma ferramenta que promete turbinar o aparelho, e de graça!

Infelizmente, o usuário brasileiro tem sido um alvo fácil deste tipo de ataque, justamente por não desconfiar das ofertas gratuitas. Há a impressão, por parte do consumidor, que as lojas de aplicativos é que fariam a verificação para garantir a segurança do que é baixado nelas, mas isso não é bem assim.

O Termo de Uso destas lojas, em geral, afirma que cabe ao cliente ter software de segurança instalado, bem como o cuidado com o que está baixando para o seu celular. Do ponto de vista jurídico, esta é uma questão que merece ser melhor analisada pelo Ministério Público Federal e pelo Procon, na defesa do consumidor brasileiro digital.

O ideal é que o usuário tenha sempre bastante cautela e certifique-se sobre a idoneidade da ferramenta e a credibilidade da loja virtual antes de fazer a compra, mesmo quando é gratuito ou de baixo valor, precisa estar atento, pois o barato pode sair caro.

Para concluir, ficam algumas dicas para quem hoje não sabe mais viver sem celular, e é claro, também sem aplicativos: colocar senha de bloqueio no dispositivo, habilitar o bloqueio automático por inatividade, instalar antivírus e manter atualizado, evitar baixar qualquer aplicativo só porque é gratuito, fazer backup, utilizar ferramentas para limpeza de arquivos e otimização do aparelho, habilitar o apagamento remoto para que possa ser acionado em caso de perda e/ou furto do equipamento.

Na era das "coisas conectadas", os nossos objetos podem saber muito a nosso respeito e a proteção dos dados e a prática de segurança digital são essenciais para prevenir riscos e evitar um grande prejuízo.

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