OPINIÃO
30/05/2014 10:42 -03 | Atualizado 15/04/2017 21:21 -03

Cada vagina é tão única quanto uma impressão digital

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Esqueça tudo que já leu em revistas femininas. Se você é mulher e tem vagina, ninguém pode te ensinar a ter um orgasmo a não ser você mesma (digo isto porque algumas pessoas são mulheres e ainda não têm vagina, pois ainda não passaram pela cirurgia de mudança de sexo, o que não impede que sejam mulheres em seus íntimos). Mas, se você tem uma vagina, saiba que ela é única, assim como as impressões digitais dos seus dedos.

Um ilustrador médico chamado Frank Netter fez um estudo muito interessante que exemplifica bem isso. A ideia dele era genial: começou a mapear e desenhar as terminações nervosas do pênis e da vagina e, a partir daí, muitos cientistas puderam compará-los. Veja bem, todas as sensações que você tem são causadas por nervos que estão ligados direta ou indiretamente ao seu cérebro. Quando há um estímulo, como um carinho, a chama de um fogo ou mesmo uma picada de agulha, esses nervos enviam ao seu cérebro uma mensagem e o cérebro a interpreta, comandando o resto do corpo a causar as sensações relacionadas, no caso, prazer, calor e dor. Tudo isso acontece tão rápido que parece instantâneo.

Com a vagina não é diferente. São os nervos que ficam por ali que ensinam o cérebro que o negócio tá bom e está na hora de gozar!

O que o doutor Netter demonstrou com suas imagens, porém, é que, enquanto os homens têm terminações nervosas bem parecidas na região do pênis, as mulheres têm uma rede de nervos muito ramificada, mais ampla e única. Ou seja, nosso orgasmo é muito mais complexo que o masculino, e individualizado, ainda por cima. É por isso que algumas mulheres atingem o orgasmo apenas com penetração, outras precisam de estímulo externo e outras preferem os dois ao mesmo tempo. Não há absolutamente nada de errado se sua amiga goza com sexo anal, a outra com penetração e você prefere uma ajudinha dos dedinhos d@ amad@ para atingir o ápice, porque o segredo para o prazer de cada mulher é só dela.

Isso significa uma série de coisas boas. A primeira é que o sexo que @ parceir@ teve com @ ex nunca será sequer parecido com o que tem com você (yes, babe! Você é uma porn star única, curta seu show!)

Mas a melhor parte é que você pode (e deve) viver um grande romance com sua vagina. Seduza-a, ganhe intimidade até que ela te conte todos os seus segredos. Como se faz isso? Se tocando, ué! Vai lá e ponha a mão em cada cantinho da sua vulva, clítoris e lábios e veja qual te proporciona a melhor sensação. Se masturbe pra valer até descobrir. E se demorar, tudo bem, pra algumas demora mais mesmo.

Se alguém te disser que se masturbar é errado, essa pessoa está sendo machista ou, no mínimo, está mal informada. Isso porque o prazer feminino DEPENDE da masturbação. Como você vai ensinar @ parceir@ a te dar prazer se você mesma não sabe como??? Depois de você se descobrir, vem a deliciosa parte da exploração a dois, de tentar posições que provocam aquelas áreas que te dão prazer e de amar todo esse processo que aumenta tanto a intimidade do casal.

Claro, o orgasmo envolve muito mais coisas que ramificações nervosas, como o entrosamento do casal, a liberdade sexual da mulher, a calma, etc. Mas conhecer sua biologia já é uma passo gigante. E lembre-se: sua vagina é única, ninguém vai te ensinar os segredos dela a não ser você mesma! Divirta-se na descoberta!

* abaixo vão alguns "mapas" das redes nervosas da vagina que o doutor desenhou durante seus estudos, caso esteja curiosa. Coloquei primeiro uma imagem do pênis, para você comparar com as demais. As redes nervosas são as linhas brancas.

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*Este artigo é de autoria de colaboradores do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o Huffington Post é um espaço que tem como objetivo ampliar vozes e garantir a pluralidade do debate sobre temas importantes para a agenda pública.

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