OPINIÃO
17/09/2014 16:47 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Fique por dentro do referendo de independência da Escócia em 5 links

Embora o imaginário que envolve o nascimento de uma nação independente seja fascinante, adentrar com ímpeto na política escocesa pode ser meio cansativo. E, convenhamos, um tanto chato.

Kutsuks via Getty Images

Na próxima quinta-feira, dia 18, os escoceses vão às urnas para dizer se querem a independência do Reino Unido ou se preferem ficar sob o poder da rainha Elizabeth II. O assunto é polêmico, complexo e extenso. Poderíamos abordá-lo sob diversos aspectos. De culturais a econômicos. Poderíamos até assistir ao último debate entre o líder nacionalista escocês Alex Salmond e o representante unionista Alistair Darling.

Mas o tempo é curto até a votação. E tem outra. Embora o imaginário que envolve o nascimento de uma nação independente seja fascinante, adentrar com ímpeto na política escocesa pode ser meio cansativo. E, convenhamos, um tanto chato.

Por isso decidi simplificar e elaborar uma lista com cinco conteúdos úteis para quem quiser saber um pouco além do básico sobre o assunto mais comentado na terra do William Wallace nos últimos tempos (e ainda se divertir um pouco).

  • Para começar, leia este 'entenda' feito pela BBC Brasil. Ele fala que as últimas pesquisas mostraram que a votação vai ser apertada, explica por que nasceu um movimento pela independência e quais são os grandes temas que estão sendo debatidos. O principal deles é o petróleo. Os adeptos do sim dizem que a Escócia seria um país muito mais rico se pudesse controlar as reservas existentes no Mar do Norte. Na mesma linha, leia também o material feito pela Folha de S.Paulo.
  • Depois, para se aprofundar mais, recomendo este texto assinado pelo jornalista Felix Salmon. Ele também faz uma lista com cinco pontos, mas com os motivos que, segundo ele, darão ao sim a vitória. Vou tentar fazer um resumo.
  1. União Europeia. Com a ascensão de Bruxelas em um mundo pós Guerra Fria, a Escócia não precisa mais da força de Londres para se proteger.
  2. O longo período de governo conservador (1979-1997). Para os escoceses, os Tories, como o partido é chamado, só se importam com a Inglaterra.
  3. Invasão do Iraque em 2003. Os conservadores deram lugar aos trabalhistas, com Tony Blair, um escocês, no comando. Mas ele estragou tudo, escreveu Salmon, quando apoiou a estapafúrdia invasão do Iraque pelos Estados Unidos.
  4. A crise financeira de 2008. No governo de Gordon Brown, outro escocês, bancos escoceses (sediados em Londres) contribuíram para o processo que culminou na crise que a Escócia ainda não se recuperou.
  5. As eleições gerais de 2010, que resultaram na volta dos conservadores ao poder.
  • Na sequência, assista ao Sem Fronteiras especial sobre o referendo escocês. Como de praxe neste programa da GloboNews, trata-se de um bom material. São 23 minutos bem investidos para quem quer entender mais. A emissora inclusive enviou um repórter à Escócia para entrevistar especialistas de universidades locais e saber das pessoas nas ruas o que elas acham, se vão votar sim ou não.

Agora que você já sabe o que se passa na Escócia, dá para para se divertir um pouco.

Feito isto, só nos resta desejar boa sorte à Escócia!

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