OPINIÃO
17/12/2014 18:25 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

ONU elogia retomada das relações diplomáticas entre Cuba e EUA

O anúncio foi saudado pelas Nações Unidas com entusiasmo. "Esta é uma notícia muito positiva", disse o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

Ban Ki-moon em entrevista de fim de ano na sede da ONU, em Nova York. Foto: ONU

O anúncio de que Estados Unidos e Cuba irão normalizar suas relações diplomáticas, encerradas há mais de cinco décadas, foi saudado pelas Nações Unidas com entusiasmo. "Esta é uma notícia muito positiva", disse o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

Ban fez a declaração praticamente ao mesmo tempo em que o presidente Barack Obama se pronunciava à nação sobre a decisão, na tarde de quarta-feira, 17. O comentário, aliás, do chefe da ONU foi feito em resposta à primeira pergunta de jornalistas durante a entrevista de dezembro, que o líder das Nações Unidas concede todo fim de ano.

Cinco décadas

O diálogo político entre Cuba e Estados Unidos foi suspenso no início da década de 60, quando o país era presidido por John F. Kennedy. Em menos de dois anos, dois feitos históricos selaram o futuro da relação entre os dois países pelas cinco décadas seguintes: a Baía dos Porcos (1961) e a Crise dos Mísseis (1962).

O tema do embargo imposto pelos Estados Unidos a Cuba foi levado, durante anos e décadas, à Assembleia Geral para a votação. E o resultado não era novidade. Por imensa maioria, decidia-se pelo fim das sanções, que mesmo assim continuavam vigorando. "A abordagem atual dos Estados Unidos" com relação a Cuba é "anacrônica", declarou o presidente Barack Obama ao comentar a decisão da reaproximação. Segundo ele, a medida representa "as maiores mudanças dos últimos 50 anos" sobre o tema.

Abertura

Em Cuba, o presidente Raúl Castro também falou à nação para informar que ambos os países haviam concordado em restabelecer relações diplomáticas. Além disso, o governo americano informou que promoverá a abertura de uma Embaixada dos Estados Unidos em Havana, capital cubana, já nos próximos meses.

Em Nova York, o chefe da ONU elogiou a decisão anunciada pelos presidentes Obama e Castro por

"tomarem este passo muito importante para normalizar as relações." Ban Ki-moon viajou a Cuba em 2000 e 2014 em visitas oficiais.

Ele lembrou ainda que "a organização enfatizou repetidamente, através de resoluções da ONU, por muito anos, que era a hora de Cuba e dos Estados Unidos normalizarem a relação bilateral."

Ao concluir a resposta, o chefe das Nações Unidas afirmou: "Eu saúdo, de coração, esta notícia hoje. Eu espero, sinceramente, que esta medida, este anúncio, ajude a expandir o intercâmbio entre os dois povos que foram separados por um largo período de tempo. As Nações Unidas estão prontas para ajudar ambos os países a cultivar as boas relações de vizinhança."

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