OPINIÃO
05/12/2014 18:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Boa notícia: cerca de 1,1 milhão de bebês nascem sem HIV na África graças ao tratamento das mães

Os países que registraram a melhor performance de tratamento foram Malauí, Etiópia, Zimbábue, Botsuana, Namíbia, África do Sul e Gana. Uma nação de língua portuguesa, Moçambique, no sul da África, registrou um dos mais altos índices de redução de infecções verticais: 57%.

divulgação

Na segunda-feira, 1 de dezembro, as Nações Unidas marcaram o Dia Mundial de Combate à Aids com uma boa notícia. Graças ao acesso de grávidas africanas ao tratamento com antirretrovirais, cerca de 1,1 milhão de bebês nasceram livres do HIV.

Os dados foram divulgados pelo Unicef, poucos dias antes das comemorações mundiais. Ao engravidar com HIV, a mãe deve ser submetida ao coquetel para evitar a chamada "transmissão vertical", quando o vírus é levado da mãe para a criança ainda no útero.

Segundo o Unicef, o número de novas infecções com HIV em crianças também foi reduzido pela metade entre 2005 e 2013. O diretor-executivo do Fundo, Anthony Lake, afirmou que "se é possível evitar 1,1 milhão de novas infecções de HIV em crianças, é possível ainda proteger todas as crianças do HIV". Ele defendeu mais investimentos para o setor.

Adolescentes

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, informa que em 2013, o mundo tinha 35 milhões de soropositivos. Mais da metade, no entanto, 19 milhões de pessoas, não sabiam que estavam contaminadas.

Uma outra preocupação do Fundo é com a tendência de mortalidade entre adolescentes com HIV. Enquanto o número de mortes associadas à epidemia caíram em todas as faixas etárias em cerca de 40%, entre os jovens com idade de 10 a 19 anos, o número de óbitos está longe de diminuir.

No caso dos cerca de 1,1 milhão de crianças que nasceram sem o vírus, os países que registraram a melhor performance de tratamento foram Malauí, Etiópia, Zimbábue, Botsuana, Namíbia, África do Sul e Gana. Uma nação de língua portuguesa, Moçambique, no sul da África, registrou um dos mais altos índices de redução de infecções verticais: 57%.

Mas o objetivo do Unicef é mais ousado e estabelece a redução de 90% das transmissões de HIV ao bebê entre 2009 e 2015. Para o Fundo, esta meta já está "fora do alcance", especialmente nos países de rendas baixa e média, onde apenas 67% das grávidas soropositivas recebem o tratamento. Para Anthony Lake, é preciso investir mais para garantir que nenhuma criança precise nascer com o HIV por falta de atendimento.

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