OPINIÃO
25/03/2015 14:02 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

Depois de Dalí, SP recebe Picasso, Miró e Kandinsky

São poucas as certezas que temos na vida, mas uma coisa é clara: com Pablo Picasso em São Paulo, o CCBB irá contabilizar novas filas quilométricas para seus recordes em mostras internacionais.

Cena do filme "O Mistério de Picasso" (Henry-Georges Cluzot), de 1956

São poucas as certezas que temos na vida, mas uma coisa é clara: com Pablo Picasso em São Paulo, o CCBB irá contabilizar novas filas quilométricas para seus recordes em mostras internacionais.

Com cerca de 90 obras, e curadoria assinada por Eugenio Carmona, "Picasso e a Modernidade Espanhola" faz referência ao percurso de Picasso (1881 - 1973) como artista e como mito, até chegar à realização do magistral "Guernica". A mostra também evidencia a influência do pintor espanhol na arte moderna de seu país natal e os traços mais importantes e originais que seus contemporâneos espanhóis imprimiram ao cenário internacional das artes. A exposição traz obras de "colegas" como Juan Gris, Salvador Dalí, Domínguez, Antoni Tàpies e Joan Miró.

"Picasso e a Modernidade Espanhola" abre na quarta-feira (25) e fica até o mês de junho. A coleção faz parte do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía.

Aliás, Miró também terá uma exposição para chamar de sua. Depois de fazer uma viagem pelo universo do surrealista Dalí, o Instituto Tomie Ohtake apresenta em maio 22 esculturas, 25 gravuras e 20 desenhos do artista catalão Joan Miró (1893-1983), que também começou como cubista. Boa parte das peças integraram a exposição "Joan Miró, La Fuerza de la Materia", na Fundação CorpArtes, no Chile, até outubro do ano passado, e pertencem a Fundação Joan Miró e a coleções particulares.

Em uma viagem a Paris, em 1920, o pintor, conhecido por seus desenhos curvilíneos e fluidos, conheceu Picasso e começou a se envolver com grupos dadaístas e posteriormente com o surrealismo. O Instituto Tomie Ohtake já abrigou uma exposição menor sobre Miró em 2005, composta de gravuras, litografias e xiologravuras.

Paysage (Paysage au coq), 1927. Óleo sobre tela 131 × 196.5 cm. Fundação Beyeler © Successió Miró / Artists Rights Society (ARS), New York / ADAGP

Anote na agenda

Em julho, "Kandinsky: tudo começa num ponto", ainda em cartaz no Rio de Janeiro, chega ao CCBB de São Paulo. A exposição reúne mais de uma centena de obras e objetos do artista, e fica em cartaz até 28 de setembro de 2015.

Com curadoria de Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky, a mostra não só apresenta a vida e as ideias de Wassily Kandinsky (1866-1944), como leva os visitantes a conhecerem suas influências e o relacionamento com outros artistas. Kandinsky foi um dos mais renomados mestres da pintura moderna, pioneiro e fundador da arte abstrata.

O acervo tem como base a coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, enriquecido com obras de mais sete museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.

Mais informações:CCBB e Instituto Tomie Ohtake.