OPINIÃO
06/02/2015 14:02 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Martin Luther King, uma vida em nome do amor

arquivo pessoal

Olá pessoal!

A partir de agora, este novo espaço será reservado para conversarmos um pouco sobre o meu trabalho social e voluntário a frente da ONG Meu sonho não tem fim e, principalmente, sobre a história de vida de pessoas muito especiais, seus sonhos, virtudes e a luta por um mundo melhor, mais fraterno e justo: os "grandes sonhadores" de nossa organização.

E gostaria de começar falando da maior referência neste meu trabalho de quase trinta anos, alguém que tinha um grande sonho, de que um dia seus filhos viveriam num mundo em que não seriam julgados pela cor da sua pele, mas pela essência do seu caráter. Estamos falando de Martin Luther King.

Na primeira metade do século XX, em meio a uma estonteante prosperidade dos Estados Unidos, os afro-americanos viviam isolados em ilhas de miséria, atormentados pela segregação e brutalidade. Era comum ver em bancos de praças, bebedouros e até em igrejas, cartazes com os dizeres "No black!" (Proibido para negros).

Foi com este triste cenário ao fundo que nasceu Martin Luther King. Freqüentando escolas públicas, desde muito cedo ele realizou manifestações pacíficas pelos direitos humanos. E mesmo convivendo com tamanha atrocidade, ele sempre alertava seus irmãos de raça que de maneira alguma permitissem abrigar em seus corações ódio e amargura contra os brancos.

O ápice de sua luta ocorreu em 1963, quando organizou a "Marcha para Washington", um protesto que serviu como último passo em direção à promulgação da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proibiu a segregação racial em locais públicos, empresas e escolas. Esta inacreditável luta rendeu-lhe em 1965, e com apenas 35 anos, o Prêmio Nobel da Paz.

Em 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado por um extremista e passadas algumas décadas de seu covarde assassinato, todos nós devemos, de alguma forma, lutar pela igualdade, não só racial, como em todos os aspectos. Temos a obrigação de passar adiante seus ensinamentos, sonhos e legado. Lições, como a intrínseca em uma de suas célebres frases, na qual ele dizia que, "nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos, quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos".

Esta história de vida maravilhosa fez-me lembrar de uma pequena reflexão presente no mais novo livro da organização intitulado "Um sonho que não tem fim", disponível para download gratuito em nosso site e biblioteca virtual, e que gostaria de compartilhar com vocês.

Certa vez, um homem vendia balões num parque, e ele era um bom vendedor, pois soltava balões aos ares, atraindo uma multidão de jovens compradores.

Havia ali perto, um menino negro, que observava atentamente e apreciava os balões. Inicialmente, o vendedor soltou um balão vermelho, depois um azul, um amarelo e, finalmente, um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento, imaginava mil coisas, mas uma coisa o aborrecia muito, o homem não soltava o balão preto. Então, aproximou-se do vendedor e lhe perguntou: - Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria como os outros?

O vendedor sorriu para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava aos ares disse: - Não é a cor filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

Que a paz, amor, saúde, felicidade e fraternidade estejam sempre presentes em suas vidas!

Um forte abraço.

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