OPINIÃO
20/02/2014 09:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

MinC entra de cabeça na cultura digital

Hoje, chamaríamos Leonardo da Vinci de multiconectado. Quantos dele têm aqui na Campus Party?, pensei. Então anunciei um edital para selecionar empreendedores, empresas de setores criativos, produtores e artistas. Bombou!

Gente cheia de sonhos e energia lotava os pavilhões, cenário com computadores sofisticadíssimos, especialistas em tecnologia, novos inventos e inventores. Drones passeavam pelo ar reconhecendo e registrando esse novo mundo. Escolhi a Campus Party Brasil 2014 a dedo.

Ali, se já não estivesse convencida, antes, constataria a força e o impacto das transformações em todas as áreas em virtude do salto que a humanidade deu com a internet e redes sociais, tudo repercutindo muito fortemente na área da cultura.

Foi Leonardo da Vinci quem me veio à cabeça assim que entrei na arena, o Anhembi, em São Paulo. Gênio que criou coisas até então (passagem dos séculos 15/16) inimagináveis: protótipos de helicóptero, de tanque de guerra, robôs etc ainda nos brindou com a "Mona Lisa" e "A Última Ceia", duas das pinturas mais famosas e reproduzidas no mundo. Hoje, o chamaríamos de multiconectado. Quantos da Vinci têm aqui?, pensei.

Falei o que o Ministério da Cultura (MinC) está fazendo para alavancar cultura digital. Anunciei um edital para selecionar empreendedores, empresas de setores criativos, produtores e artistas para participar do I Mercado das Indústrias Culturais do Mercosul, na Argentina. Bombou! O Facebook do MinC registrou mais de 20 mil visualizações para a notícia, em menos 24 horas.

Hoje, os sonhos dos jovens -- não só os da classes A e B, mas também os da classe C, que têm entre os itens mais cobiçados de consumo notebooks, smartphones e tablets --, podem ser potencializados.

Há mais ascensão social, empregos e oportunidades para dar vazão à criatividade. Na cultura, vemos surgir uma nova produção, e consequentemente novos formatos de distribuição, curadoria, e há críticos, articuladores etc. Temos de estimular essa criatividade; dar sustentabilidade à arte.

Por isso, o MinC firma agora parceria inédita com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Teremos laboratórios multimídia nos Centros de Artes e Esportes Unificados - CEUs; intercâmbios artísticos, de gestão cultural e de negócios, o "Cultura sem Fronteiras"; reconhecimento e fortalecimento de Arranjos Produtivos Locais; a abertura de Centros Vocacionais Tecnológicos para as áreas de games, moda, gastronomia, design e indústria do carnaval com foco em capacitação tecnológica e ampliação da participação da juventude na economia criativa. Também integração de acervos memoriais de instituições como bibliotecas e museus, e o desenvolvimento do Canal da Cultura.

Para impulsionar negócios, já começamos a inaugurar -- serão em 13 estados -- as Incubadoras Brasil Criativo: centros de inovação, formação e fomento voltados aos empreendedores culturais dos 20 setores da Economia Criativa. Estamos oferecendo balcões de crédito, de formalização, de assessoria jurídica, de empregos e de encaminhamento para escolas de formação técnica dentro do programa Pronatec. Tem ainda um escritório de exportação e a oferta ampla de cursos e consultorias em planejamento estratégico, gestão e rodadas de negócios em parceria com o Sebrae.

É uma vastidão de oportunidades! O MinC entra de cabeça na cultura digital.