OPINIÃO
14/02/2014 11:07 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:51 -02

Entre barzinhos e o baile da terceira idade

Divulgação

Meia idade não mais, pois acho que não vivo até 108 anos. Terceira idade também não, ainda não cheguei aos 60. Estou naquela idade que sou muito velha para fazer algumas coisas e muito nova para se deixar de fazer outras.

Quando a gente está deixando de ser criança e entrando na puberdade também é assim: "Menina, você é muito criança para isso" ou "Mocinha, você Já está muito velha para isso".

Mas na vida os conflitos sempre voltam. Se antes alguém te falava que era nova ou velha, hoje a sua consciência te cobra.

Antes os hormônios estão mil, agora eles não existem.

A gente se olha no espelho e nem reconhecemos quem somos. Sabemos que estamos lá, e ficamos procurando. Tento uma roupa mais ousada, uma saia mais curta com decote insinuante. Não combina, mas até pouco tempo ficava tão bem... Roupa mais comportada, não é minha cara ainda, mas, como ficar nua é que não pode, coloco meu jeans e camiseta mesmo.

Se saio para me distrair e entro num barzinho com as amigas, só tem jovens, e a música tão alta que a gente nem consegue conversar e não me sinto confortável. Baile da terceira idade, bingo no clube? Não é para mim ainda.

Fico imaginando as atrizes o que devem sofrer. Por mais talento que tenham, ou são velhas demais para serem protagonistas ou novas demais para serem a mãe da protagonista.

Isto me faz lembrar daquela frase da personagem da atriz Goldie Hawn, no filme "O Clube das Desquitadas" (1996). Ela dizia mais ou menos assim: "Em Hollywood as atrizes sempre são Uma Linda Mulher ou Conduzindo Miss Daisy".

Nesta hora temos que confiar no bom senso, para não sairmos por aí mostrando a idade que temos e querendo parecermos bem mais novas.