OPINIÃO
18/09/2014 15:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Sermos iguais para sermos diferentes

Acredito no poder da diversidade das ideias, valores, ideologias, históricos de vida, que nos desafiam a pensar diferente e nos apresentam novos pontos de vista.

Dimitri Otis via Getty Images

Tenho fugido dos jornais e notícias. Sei que posso parecer um tanto alienada, mas, na realidade, ando sendo mais seletiva. Não sei se estou mais sensível às eternas contradições do ser humano, mas o fato é: todo mundo enlouqueceu. Só pode ser esse o motivo de tantas guerras, atentados, ofensas, mentiras, crises, casos de intolerância. Por outro lado, tenho visto e encontrado tanta gente especial, bem intencionada, tentando sobreviver nesse caos.

Por que será que a diferença nos incomoda tanto? Seja de pensamento, de religião, de cor de pele, de país de origem, de orientação sexual, de ideologia política... Tenho pensado bastante e conversado com várias pessoas a respeito dessa questão, mas parece que é um assunto que não se esgota nunca. Por que diabos a escolha do outro instiga o nosso pior lado? Será que nos sentimos ameaçados nas nossas escolhas? Será que temos a necessidade de autoafirmação e de estarmos certos sempre? Qual é afinal a grande dificuldade de ouvirmos novas ideias e pensamentos? Talvez Freud explique.

Se acompanharmos as campanhas e comunicações às vésperas das eleições quase dá vergonha de ser humano. Ou melhor, dá sim. Morro de vergonha.

Até onde vai a liberdade de cada um? Qual o limite do aceitável para vivermos em sociedade?

Acredito no poder da diversidade das ideias, valores, ideologias, históricos de vida, que nos desafiam a pensar diferente e nos apresentam novos pontos de vista. Para construirmos um mundo diferente, seja dentro de casa, seja nas empresas ou na política mundial, temos sim que levar em consideração o que todos pensam. É mais rico um processo assim. É mais justo. E mais legal. Conhecer o diferente nos faz valorizar o que de fato é importante para nós e incorporar coisas que fazem mais sentido.

Sermos tratados iguais para podermos ser diferentes. Vejam que incrível o documentário da Mo Asumang, a mulher negra que decidiu conversar cara a cara com grupos de racistas. Para nossa reflexão.

Acompanhe mais artigos do Brasil Post na nossa página no Facebook.

Para saber mais rápido ainda, clique aqui.