OPINIÃO
08/05/2015 19:43 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

A volta ao trabalho

Eu volto a trabalhar daqui a um mês, e pelos próximos 30 dias tenho muitas tarefas: preciso decidir quem vai cuidar da minha bebê enquanto eu estiver no trabalho (babá, avó, escolinha), com todos os pros e contras de cada opção; preciso voltar para o meu peso, para caber novamente nas minhas roupas, afinal de contas, não quero (e não vou!) comprar tudo novo; preciso colocar, ou tentar colocar uma rotina de sono na pequena, porque quero (e preciso!) ser produtiva no trabalho. Meu cérebro não funciona se eu não tiver tido uma boa noite de sono.

Getty Images/Vetta

Tenho lido muitos artigos, blogs, textos e depoimentos de mães sobre as delícias e desafios da maternidade. Para o homem, a chegada do filho é uma experiência transformadora também, mas infelizmente nossa sociedade impõe alguns padrões e limitações, como a licença paternidade de 5 dias corridos. O pai é uma figura muito importante na chegada de um filho, seja para conhecer melhor o novo integrante da família, seja para cuidar e dar apoio à mãe, seja para dividir as tarefas, as alegrias e as inseguranças dos primeiros dias. Ou seja, 5 dias não dão para nada.

Já para a mulher, o processo todo é um turbilhão de emoções. Essa dinâmica de mãe que trabalha fora, cuida dos filhos, da casa, do marido, do corpo, da carreira, além de todo o resto, é muito nova. Cada uma encontra - ou busca - seu equilíbrio. É muita informação, muita cobrança, principalmente de nós mesmas.

Eu volto a trabalhar daqui a um mês, e pelos próximos 30 dias tenho muitas tarefas: preciso decidir quem vai cuidar da minha bebê enquanto eu estiver no trabalho (babá, avó, escolinha), com todos os pros e contras de cada opção; preciso voltar para o meu peso, para caber novamente nas minhas roupas, afinal de contas, não quero (e não vou!) comprar tudo novo; preciso colocar, ou tentar colocar uma rotina de sono na pequena, porque quero (e preciso!) ser produtiva no trabalho. Meu cérebro não funciona se eu não tiver tido uma boa noite de sono.

No entanto, muito além das questões de ordem prática, preciso me preparar psicologicamente para estar longe da baixinha durante uma parte considerável do dia. Com certeza, vou perder alguns sorrisos e movimentos, algumas evoluções que acontecem de um dia para o outro. E isso faz parte, porque ser mãe é uma grande parte de quem eu sou, mas não é a única. Tenho certeza que os nossos momentos daqui para a frente serão tão especiais quanto os de hoje. Talvez mais curtos, mas muito intensos, até porque vou estar morrendo de saudades e vou querer curtir cada segundo.

Sei que encontrar esse equilíbrio é mais um passo nessa minha jornada da maternidade, e sei também que não vai ser fácil, mas que no fim do dia, vai dar certo. De um jeito ou de outro.