OPINIÃO
16/06/2014 11:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

A boa convivência entre o passado, o presente e o futuro

Como não ficarmos apegados a coisas que aconteceram há tempos e que nos marcaram profundamente? Como não ter crises sem fim de ansiedade tentando imaginar o que vai acontecer em um ano? E em uma semana?

Getty Images

Há alguns dias, tive a oportunidade de visitar a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) em Piracicaba, fundada há 113 anos. Foi paixão à primeira vista. Pelos prédios, pelo vitral, pelas fotos dos engenheiros agrônomos formados em 1920, pela relação que os alunos e professores têm com a casa. Quantas pessoas e quantas histórias passaram por aqueles corredores?

A valorização do passado e da tradição é essencial a essa instituição, assim como a necessidade de atualização, trazendo novos saberes, conhecimentos e tecnologias. Fiquei pouco tempo lá, mas foi suficiente para eu sair inspirada e reflexiva. Como sempre.

A boa convivência entre esses tempos - passado, presente e futuro - é um enorme desafio: a capacidade de manter nossa história e nossa essência, vivendo o hoje e nos adaptando às mudanças do mundo. Como não ficarmos apegados a coisas que aconteceram há tempos e que nos marcaram profundamente? Como não ter crises sem fim de ansiedade tentando imaginar o que vai acontecer em um ano? E em uma semana? Enquanto isso, no agora, tentamos dar conta de todas as mensagens, emails, responsabilidades. Para mim, ter momentos de paz durante o dia é um exercício constante. O Jamie Foxx, em um filme que não me lembro o nome, falava que tirava 5 minutos de férias por dia olhando para a foto de uma praia paradisíaca. Por que não? Tenho tentado fazer isso. Meu momento de férias durante o dia é a hora do banho. Bem, agora com a falta d'água, minhas pequenas férias estão ainda mais curtas. Hora de encontrar outras formas de me equilibrar.

As mudanças não são necessariamente ruins. Pelo contrário, elas podem ser muito positivas. Nos tiram da zona de conforto e nos fazem buscar o melhor de nós. É nossa capacidade de adaptação a elas que nos faz crescer e descobrir mais sobre nós mesmos. E quando a gente acha que está tudo no lugar, vem a vida e muda tudo de novo, deixando os controladores de plantão enlouquecidos. Mas o que seria de nós sem as surpresas da vida?

Vivemos em um equilíbrio dinâmico, que se desestabiliza constantemente e faz parte da vida de todos nós. Neste momento em que crises e insatisfações eclodem por todo o mundo, especialmente por aqui às vésperas da Copa do Mundo, torço para que os caminhos fiquem cada vez mais claros. E que as ações positivas, que contribuem para as pequenas e grandes transformações, ganhem mais destaque.

Enquanto isso, uma sugestão de 15 minutos de férias para nós, com o TED da Chimamanda Ngozi Adichie.

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