OPINIÃO
24/06/2014 09:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Sobre futebol, riscos e crianças

Outras mães, pais e babás, me olharam como se eu estivesse fazendo tempestade em copo d'água". "Que mãe neurótica e exagerada", eles diziam.

Meu filho André, que hoje está com 7 anos, um ano atrás fazia aula de futebol numa escolinha perto de casa. Ele gostava muito, ia com os amigos, o campinho legal, bons professores.

As mães podiam ficar lá assistindo, numa mini arquibancada. E eu, sempre que possível, ficava para apoiar meu craque.

Num dia, acompanhando o jogo, meu filho estava no gol e todos os mini jogadores na pequena área. E então, de repente, o gol caiu. Não foi só o travessão não, foi o gol inteiro, pesado, duas traves e travessão direto pro chão. Foi por um milagre que aqueles ferros não atingiram nenhuma criança. Meu filho, o goleiro, ficou lá preso, dentro da rede. E todas as crianças muito assustadas.

Eu, como mãe e jornalista, fiquei atordoada. Eu sabia que aquilo tinha sido uma questão de sorte e que poderia sim ter causado uma tragédia. Fui prontamente tirar satisfações com o professor que, ao invés de entender a gravidade da situação, me afastou do campo para que eu "não atrapalhasse o andamento da aula".

Outras mães, pais e babás, me olharam como se eu estivesse fazendo tempestade em copo d'água". "Que mãe neurótica e exagerada", eles diziam.

Ora, minha gente, existe uma coisa chamada prevenção. E a vida das nossas crianças depende desta preocupação dos adultos responsáveis por elas. Traves de campinhos devem estar bem soldadas e fixas ao chão.

Pesquisando sobre o assunto, descobri que é mais grave do que a gente imagina. Há sim o registro de muitos casos de crianças atingidas por traves e que, inclusive, morreram em decorrência dos ferimentos.

E, recentemente, a filha de uma amiga muito próxima a mim, perdeu todos os dentes num acidente com gol. O travessão do gol do campinho da escola onde a menina de 14 anos estuda caiu sobre o rosto dela.

Então, aproveitando que o tema do momento é futebol - e que a garotada fica doida pra jogar por aí - muita atenção! Não custa checar a segurança dos gols...

No mais, fica a dica do médico cardiologista do esporte, Nabil Gorayeb, que participou do Programa Papo de Mãe com mães de jogadores de futebol: "Seu filho ou filha quer aprender futebol? Comece pelo futebol de salão. É o melhor caminho".

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