OPINIÃO
12/10/2014 17:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:04 -02

Não adultizemos nossas crianças

Chuck Schmidt via Getty Images

Ao ler textos sobre o desenvolvimento das crianças, ao conversar com especialistas e outras mães, chego a ficar confusa. De um lado, falam sobre infantilização. De outro, sobre adultização. E no meio disso tudo existe algo sagrado: a infância.

Sinto que muito se analisa. Análises se tornam regras e daí passam a enquadrar as crianças dentro de um padrão e passam a cobrar delas que sigam este padrão. Isso tira da garotada a liberdade de exercer sua própria personalidade, de "crescer" de acordo com seu próprio ritmo. Ora, não vamos generalizar desta maneira nossas crianças!

O indivíduo precisa ser respeitado enquanto "ser único". Como mãe de 3 filhos, noto bem como o desenvolvimento se dá de maneiras diferentes com cada um.

Outro dia, ouvi um comentário (de uma adulta) sobre uma criança. "Ela é muito infantilizada". A criança de quem ela falava tinha 8 anos. Então eu respondi: "Mas, aos 8 anos, devemos esperar que ela não seja infantil?".

Será que já se espera de uma criança de 8 anos que ela não aja mais como uma criança? Afinal, não se diz que quanto mais prolongarmos a infância, melhor? Mais cedo ou mais tarde serão todos adultos mesmo - é um caminho sem volta - então que o curto período da infância possa ser estendido ao máximo! Estendido e entendido...

Então vamos lá, de dia das crianças, vamos deixar nossas crianças serem, simplesmente, crianças! E nada de antecipar a vida adulta!

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