OPINIÃO
17/08/2015 10:57 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

Como um guarda-roupa de 37 peças me ensinou a viver com menos

iStock

Eu nunca fui uma pessoa extremamente consumista, mas tinha um armário considerável com muito mais roupas do que eu usava de verdade. Como toda adolescente dos anos 1990/2000, eu sonhava com um guarda-roupa super organizado e com as últimas tendências de moda, tipo o da Cher em As Patricinhas de Beverly Hills, mas no quesito expectativa vs. realidade, a realidade ganhou de lavada.

Então, o armário à la Cher nunca veio, e o meu closet continuava abarrotado com roupas que, pouco a pouco, começaram a me incomodar demais. Sabe aquela sensação de que nada do que você tem ali dentro representa quem você é de verdade? O bom e velho 'não tenho nada para vestir'.

Também sempre simpatizei muito com a ideia de uma vida minimalista, então, quando vi pela primeira vez a noção de um guarda-roupa cápsula, logo fiquei interessada e decidi adotar a ideia. Agora, com 45 peças (e-xa-ta-men-te 45) no guarda-roupa, eu não só sinto que me visto muito melhor, como nenhuma peça é desperdiçada. Tudo é usável e tudo eu uso! Foi a solução para todos os meus problemas.

Li sobre a ideia mais recentemente no blog Teoria Criativa, que explicava como uma blogueira gringa, do site Unfancy, vivia com um armário-cápsula com apenas 37 peças, incluindo sapatos. O que achei de mais interessante é que já tinha entrado um pouco em contato com essa noção quando li Madame Charme, de Jennifer L. Scott, em que a autora falava sobre o hábito dos franceses de terem apenas 10 peças no guarda-roupa.

10 parecia um verdadeiro exagero, mas 37 era um número aceitável. Porém, a ideia não é simplesmente tirar um monte de roupa do armário e chegar no número - ele, na verdade, não é o mais importante -, mas sim fazer uma verdadeira análise das roupas que eu tinha e me planejar por estações: cada 'armário' dura três meses e no final desse período, o processo deve ser refeito, abrindo aí espaço para um orçamento de novas aquisições (comprar apenas o que é necessário no período de troca de estação - peças íntimas e roupas de ginástica, além de pijamas e acessórios, não entram nessa restrição).

Então, depois de baixar a planilha original do Unfancy, analisei como passava a maior parte do meu dia, o tipo de roupa que me fazia sentir melhor, o estilo que eu gostaria de seguir, lojas que eu gostava e peças que sentia que faltavam no meu armário.

Só depois disso começou a verdadeira organização: tirei tudo de lá de dentro e fui olhando peça por peça, deixando apenas aquelas que eu amava de verdade. Logo percebi que, para uma primeira tentativa, 37 era pouco, por isso, achei melhor fechar o meu número com o tanto de peças que me deixava bem e não fugia do propósito do projeto: 45. O número diz respeito apenas a peças de inverno, contando com algumas que eu precisei comprar para repor outras que estavam muito velhas. Os modelitos de primavera/verão foram guardados em uma mala e serão tirados de lá apenas em outubro.

No total, tenho: 8 sapatos, 4 calças, 2 leggings, 3 saias, 1 vestido, 10 malhas, 1 jaqueta de couro, 1 sobretudo, 1 casaco pesado, 6 camisetas, 1 short, 3 camisas, 1 moletom, 1 blazer, 1 parka e 1 jaqueta de couro (e você pode vê-las em uma planilha que fiz clicando aqui)

Mais de um mês depois de começar o projeto, posso dizer que não só é possível viver com um número fechado de roupas no armário como também é muito gratificante. Sempre sei o que vestir, como vestir e ainda passei a investir mais em acessórios para diferenciar um look do outro.

Outra vantagem é que, com o orçamento fechado para compras, sobra dinheiro para outras coisas e a as compras por impulso desaparecem do dia a dia. Agora, tudo o que entra no meu armário é planejado, da forma mais otimizada possível, para ser usada mesmo e ficar de acordo com o meu estilo de vida.

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