OPINIÃO
24/06/2014 10:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

8 regras para atender bem um cliente com crianças pequenas

Talvez o mundo esteja organizado para que todos os pais fiquem com seus filhos trancados em casa até que eles tenham 18 anos. Mas há os insistentes, que saem por aí com crianças e desejam ser tratadas como seres humanos. Para esses, de certo só há o perrengue.

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Talvez o mundo esteja organizado para que todas as mães e pais fiquem com seus filhos trancados em casa até que eles tenham 18 anos. Mas há os insistentes, as pessoas que saem por aí com crianças e desejam ser tratadas como seres humanos. Para esses, de certo só há o perrengue.

Nem nos lugares dedicados a receber famílias, como restaurantes e lojas de produtos infantis, é certo que as coisas sejam fáceis. As atividades mais simples, quando envolvem uma criança, ganham um nível de dificuldade semelhante ao de executá-las carregando uma girafa a tiracolo.

Os bons momentos e grandes sacadas vêm, na maioria das vezes, pelas mãos de um funcionário que tem presença de espírito na hora em que vê a criança. Não há regras nem políticas claras na maioria dos estabelecimentos, infelizmente.

Ao mesmo tempo em que há um descaso generalizado, também há surpresas boas, daqueles lugares feitos só para adultos que facilitam a sua vida de um jeito que nem dá para agradecer.

Há os espertinhos que pensam "ah, levou a criança só para passar na frente". Quem tem criança sabe muito bem que isso não tem nenhuma vantagem. Ficar na fila, acredite, é infinitamente mais tranquilo.

Vamos aqui a 7 regras de ouro que podem ganhar a simpatia e a fidelidade de quem comete a ousadia de sair na rua com crianças.

1. Rapidez

Não importa pacote bem feito e escolher cor de lacinho de presente, o importante é entrar e sair da loja antes de a criança chorar. Chorou, acabou a venda. Mesmo que seja bem na hora de pagar, no segundo lugar de uma fila interminável.

O giz de cera do restaurante serve para entreter durante uns 5 minutos sem ser quebrado, mastigado e jogado. Depois disso, só se a Galinha Pintadinha original em pessoa entrar pulando junto com o Patati, o Patatá e todos os super heróis da Marvel. A melhor coisa é atender rápido, servir rápido - o da criança primeiro - e entregar a conta rápido.

2. Honestidade

Se não tem, diga que não tem. Se não sabe os preços, não tente enrolar. Se vai demorar, diga quanto. Tudo o que uma pessoa com crianças não precisa é enfrentar uma série de obstáculos desnecessários para uma ação simples.

E tem a coisa da fila preferencial, que é até lei. A fila separada com todo mundo que tem direito a preferência não é preferencial, é só uma fila diferente. Preferencial é ser atendido primeiro sempre.

No caso de haver regra para fila preferencial, faça cumprir. Quem tem criança pequena sempre vai voltar ao lugar onde um funcionário chama para si a responsabilidade de fazer cumprir essa regra.

3. Sensibilidade

Crianças são seres humanos. Até bebês são seres humanos. As pessoas que cuidam deles são seres humanos em estado zumbi. Não dormem, não comem quando querem e provavelmente não vão ao banheiro quando desejam. Pense nisso antes de fazer exigências malucas.

Tem banco que manda deixar o carrinho do bebê na rua se quiser entrar, companhia aérea que bota gente com criança em assento atrás e no meio, restaurante que traz a comida da mesa toda antes da comida da criança, sala de espera em que o lugar preferencial é embaixo da saída de ar do ar condicionado, cinema que informa errado onde é a entrada na hora de escolher assentos. Precisa?

4. Estacionamento fácil

Nunca entendi e nunca vou entender por que grávida tem estacionamento preferencial e pessoas com bebês pequenos não. Não tem nem comparação a dificuldade de uma coisa e de outra. Por mim, fora a emergência da porta da maternidade, poderia trocar isso numa boa. Como tem gente que discorda, talvez ter as duas coisas fosse uma ótima ideia.

5. Copos e talheres infantis que sejam para crianças

Um copo e um talher não são infantis só porque têm um personagem infantil estampado. Garfos afiados e facas pontudas das princesas não devem ser dados nas mãos de crianças. Nem copos com desenhos de bichinhos mas sem tampa contra vazamento.

Tentei durante um tempo levar tudo na bolsa e ir aos lugares de sempre, mas isso cansa. Passei a ser cliente fiel de quem entende que crianças também comem.

6. Cadeirões com ficha criminal limpa

Crianças pequenas se mexem. Pode parecer óbvio para alguns, mas certamente deve ser uma grande surpresa para quem desenha e compra cadeirões em muitos restaurantes.

Se o cadeirão é apenas uma cadeira mais alta, significa que a criança vai cair de uma altura maior, só isso. Também significa que os adultos não vão conseguir comer porque têm de ficar segurando a criança e, portanto, não vão amar tanto assim a experiência gastronômica.

Cadeirão é uma estrutura onde a criança alcança a mesa e fica sentada com segurança, sem liberdade para pular pelos lados ou escorregar para baixo.

E nessa vai um agradecimento especial aos garçons que amarram a criança com um guardanapo porque, ainda que olhem feio, melhor dentro do cadeirão do que no chão.

7. Embalagens que possam ser carregadas com uma mão

Meu maior desejo quando vou com meu filho ao cinema é ter mais 3 braços. Porque carregar a pipoca, a água, a criança, as coisas da criança e fazer a linda gincana de caçar o assento infantil, entrar na fileira e encaixar tudo não é para pessoas com dois braços.

Outro dia fui a um cinema que bota pipoca e bebidas numa estrutura de papelão. Virei fã.

Em lojas infantis, nunca entendi por que fazer sacola que não dá para pendurar no ombro, precisa ser levada na mão. Quantas mãos têm os clientes deles para dispor de uma?

8. Rapidez

Porque não custa lembrar, né? Tudo na vida do cliente com crianças tem de ser feito naquele tempo entre a troca de fraldas, a mamada, a vontade de comer de novo, a hora em que a criança fica animadíssima ou o xixi emergencial, daqueles que a gente larga tudo e sai correndo.

Se for rápido, acredite, será lugar para bater ponto.

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