OPINIÃO
12/02/2016 17:12 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

'Escrever é um gesto político'

Reprodução

Queridas leitoras e leitores!

Há algum tempo vinha pensando em ter um lugarzinho para colocar algumas ideias, devaneios, relatar amenidades ou simplesmente problematizar. Nada pretensioso, apenas um desejo receoso de compartilhar pensamentos sinceros, irônicos ou descompromissados.

Eis que me surge o convite do HuffPost Brasil para que eu possa por em prática esse exercício tão árduo e delicioso que é a escrita - antecedida pela reflexão, claro.

Logo me pus em questão sobre o tom, o conteúdo e o sentido que este espaço assumirá para mim e para as leitoras, se as tiver. Desconhecendo o público leitor que venha a ter, me deixo livre tanto para construir esse espaço e as relações com quem me lê.

Peço que tenham um certo cuidado na leitura. Publicarei textos elaborados com algum esmero, mas que, muito provavelmente, estarão contaminados por ironia ou por paixões. Tampouco usarei uma linguagem única, um modo de escrever exclusivo. Fui criada pela Filosofia, onde aprendi a ler e a escrever. Já me emancipei e não temo percorrer outras searas. Linguagem rebuscada, poética ou coloquial, o assunto, o momento e a inspiração decidirão qual é a conveniente.

Não pretendo me prender a um ou outro tema específico. Irei usar a liberdade que tenho para percorrer os temas que a vida nos apresenta. E são tantos, como sabemos.

Como tudo na vida, escrever é um gesto político. Este blog não escapa à regra. É feminista e comunista, como eu. A marca inicial que pretendo imprimir é o uso do feminino como o universal. Trata-se de um exercício e pretendo me aprimorar à medida que escrevo.

Mais do que uma simples substituição fonética, trata-se de eliminar o sujeito universal enunciador do discurso produtor da realidade e tentar estabelecer a sujeita universal, mas uma sujeita múltipla. O mundo será narrado, descrito e pensado pela perspectiva das mulheres.

Portanto não será um espaço só meu, mas de todas as companheiras, as mulheres de luta, as jovens estudantes, sejamos transexuais, cisgêneras, lésbicas, bissexuais, héteras, negras, indígenas, mães ou não, enfim, um espaço de e para toda mulher que se disponha a pensar, a se emancipar e ajudar na emancipação de outras, a lutar por direitos, a comemorar conquistas. Não significa que falarei por todas as mulheres, mas que todas terão espaço (menos as reaças). Afinal, ninguém se faz sozinha.

Não pretendo responder a perguntas, mas levantar questões.

Bem-vindas!

Tamos juntas!

*Os homens são bem-vindos, mas cuidado com os comentários. Sou de Câncer.

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