OPINIÃO
16/09/2015 17:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

TSE aprova registro do Partido NOVO

Dotado de ideias liberais, como a defesa da livre-iniciativa e o porte civil de armas de fogo, o NOVO propõe uma alternativa à política brasileira tradicional, exigindo Ficha Limpa para a filiação e vinculação de seus candidatos ao posicionamento liberal do partido.

Em sua última sessão, no dia 15 de Setembro de 2015, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou o registro do Partido NOVO por seis votos a um, para comemoração dos apoiadores da legenda que lotavam o Plenário.

O pedido de registro foi realizado em julho do ano passado, com o NOVO apresentando mais de 492 mil certidões de apoio validadas posteriormente pela Justiça Eleitoral.

O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE, declarou no julgamento que a criação de novos partidos tem ''lado positivo e desejado e também lado comprometedor da própria governabilidade''.

Dotado de ideias liberais, como a defesa da livre-iniciativa e o porte civil de armas de fogo, o NOVO propõe uma alternativa à política brasileira tradicional, exigindo Ficha Limpa para a filiação e vinculação de seus candidatos ao posicionamento liberal do partido.

Em seu site oficial, a sigla justifica seu nascimento:

Analisando os partidos políticos existentes, concluímos que nenhum deles defendia claramente a maior autonomia e liberdade do indivíduo, a redução das áreas de atuação do Estado, a diminuição da carga tributária e a melhoria na qualidade dos serviços essenciais, como saúde, segurança e educação. Em razão desta constatação, optamos pela formação de um novo partido político.

O que nos motiva não é a certeza do sucesso, mas o senso de obrigação que temos com o País e com as futuras gerações.

Estando atualmente em nove estados brasileiros, o NOVO pretende disputar eleições na medida em que for viável fazê-lo mantendo a disciplina partidária e a firmeza nas convicções que o fundaram. Antes de pretensões nacionais vem a necessidade de criar uma marca na qual o brasileiro confie, algo essencial em tempos de descrença com a política.

A presença do NOVO se destaca nas redes sociais, tendo cerca de 900 mil seguidores no Facebook, se configurando como o terceiro maior partido político brasileiro da rede, atrás apenas do PSDB e do PT.

O partido vem utilizando seu alcance para promover debates e palestras pelo Brasil, contando com a presença de grandes nomes do liberalismo brasileiro e um público jovem que hoje participa de grupos como o Movimento Brasil Livre.

Parte do interesse pelo NOVO se dá pela sua adesão a uma postura política inédita, isto é, a perspectiva de que a sociedade precisa de mais autonomia e menos dependência em relação ao Estado.

Nas palavras de Cláudio Barra, presidente do NOVO-DF:

O NOVO traz um viés liberal. Significa que a gente quer transferir o poder que hoje é centralizado na figura estatal para o cidadão comum, para o pagador de impostos.

Sendo os outros 32 partidos divididos entre a esquerda estatista e o conservadorismo autoritário, ambos caminham na direção de concentrar recursos nas mãos de burocratas governamentais e desconfiar das pessoas comuns que sustentam a máquina pública com seu trabalho.

A criação de um partido liberal é contraponto essencial para as propostas vigentes, com o indivíduo sendo valorizado e o Estado tendo que justificar sua intervenção em cada aspecto da vida em sociedade, sendo sua autoridade válida apenas onde ficar provado que cidadãos independentes e criativos não podem encontrar melhores soluções através de sua organização espontânea.

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