OPINIÃO
04/09/2015 13:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

O Partido NOVO e a ascensão do liberalismo no Brasil

O aplicativo Uber é exemplo do que defendemos, com a livre-iniciativa tendo se colocado contra o cartel de táxis e as tentativas governamentais de proibir uma inovação benéfica.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está para votar o registro de um novo partido político. Não se trata de mais uma legenda fisiológica: o NOVO é um sinal da efervescência do pensamento liberal na sociedade brasileira.

Disseminado através da Internet e consolidado por movimentos civis, o liberalismo popularizou-se entre os que desejam mais prosperidade e liberdade ao cidadão comum, mas não tem seus anseios atendidos pelo PT e o PSDB, pólos de poder da política tradicional.

Enquanto o primeiro é tomado como mais estatista que o último, eles possuem narrativa similar: a solução para os problemas brasileiros reside na ação do Estado, com a promessa de garantias sociais e de uma economia conduzida por órgãos governamentais e regulações estatais, de forma que ela priorize as vontades e metas do governo.

Este consenso social-democrata existe na política nacional desde o início da Nova República, e o fracasso da agenda em atender a população é um dos motivos pelos quais uma parcela crescente da mesma vê no pensamento liberal uma alternativa legítima para a construção de um Brasil que atinja seu potencial.

Os liberais brasileiros pedem menos governo e mais sociedade, acreditando que as pessoas comuns são as mais interessadas e razoáveis para dar respostas aos impasses cotidianos, com propostas mais adequadas que os modelos feitos em gabinete por burocratas e seus grossos manuais de regulamentação.

O aplicativo de transporte Uber é exemplo dessas soluções, com os defensores da livre-iniciativa tendo se colocado contra o cartel de táxis e as tentativas governamentais de proibir uma inovação benéfica que surgiu das trocas voluntárias do mercado.

Uma das bandeiras do NOVO é justamente a defesa da liberdade econômica como forma de criar cenário propício à produtividade e ao aumento do bem-estar da população, removendo barreiras entre o trabalho do cidadão e a recompensa do seu esforço.

O porte civil de armas de fogo, a privatização das estatais, a diminuição da carga tributária e o fim do Fundo Partidário são algumas das outras ideias defendidas pela sigla.

A valorização dessa organização social espontânea, feita da base para o topo, fez o NOVO surgir de forma similar aos grupos liberais civis: sem a participação de políticos tradicionais e sustentado pelas doações dos que se esforçam no projeto.

Assim como as organizações civis, o foco do NOVO não é o curto prazo, mas sim a promoção de um impacto genuíno no meio cultural e político do Brasil. A iniciativa vem se espalhando à medida que as pessoas entram em contato com o liberalismo e desejam contribuir para sua divulgação, visto que ele é desconhecido por boa parte dos políticos e formadores de opinião fora sob definições clichês.

Apesar do sucesso em atingir suas metas ser incerto, o movimento liberal brasileiro é um fenômeno que evidencia a maturação da nossa democracia.

O surgimento do NOVO indica o fim da hegemonia política progressista vista por décadas no Brasil e também a quebra do domínio da esquerda no meio intelectual brasileiro, com a introdução de uma corrente de pensamento que se baseia na descentralização de poder e nos acordos voluntários.

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