OPINIÃO
12/05/2016 18:15 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

O fim do governo Dilma e o começo da reconstrução nacional

É preciso reerguer o País que o PT devastou, e isso só pode ser feito com uma visão clara, determinação sólida e postura combativa. As reformas serão difíceis de se aplicar e comunicar, mas são inadiáveis. E os petistas que perderam a mamata tentarão se vingar atacando-as. O cidadão deve saber: se deseja um Brasil livre e próspero, deverá lutar por cada palmo dele.

ASSOCIATED PRESS
Brazilian Vice President Michel Temer gestures as speaks during the meeting with Russian Prime Minister Vladimir Putin in Moscow on Tuesday, May 17, 2011. (AP Photo/Mikhail Metzel, pool)

Por 55 votos a 22, o Senado Federal decidiu pelo afastamento de Dilma Rousseff.

Após dois anos utilizando o Planalto como arma pessoal e tentando aplicar golpes nas instituições da República para deter seu impeachment, eis que chega o dia de descer a rampa presidencial.

Enquanto a propaganda petista dá seus últimos sopros de vida nos microfones do governo, o Brasil comemora a deposição constitucional da presidente mais rejeitada da Nova República.

É irônico constatar que a fraude fiscal que reelegeu Dilma foi a mesma que a derrubou.

Sem manipular ilegalmente o dinheiro dos bancos públicos em 2014, jamais teria conseguido esconder a destruição causada em seu primeiro mandato e convencido os brasileiros de suas mentiras antes das urnas.

O problema é que este foi um dos fatores que desencadeou a crise econômica mais arrasadora que o País viu nesta geração. Onze milhões de trabalhadores sem emprego, e suas famílias, dificilmente deixam de notar a relação entre a promessa dada e a punhalada nas costas que Dilma lhes deu.

As maiores manifestações de rua do Brasil não foram pro-impeachment por acidente, mas sim por merecimento. A escala da monstruosidade cometida pelo PT para se manter no poder indignou a praticamente todos fora do seu quadro de militantes.

Os primeiros passos do governo Michel Temer

A posse do presidente interino não deve marcar o fim da mobilização civil, mas sim o início do diálogo com um governo que pense mais no Brasil e menos na cartilha ideológica da esquerda.

Primeiramente, é essencial que Temer mostre boa vontade logo de início, cortando Ministérios e diminuindo um pouco o peso quantitativo da máquina federal. Como ele mesmo falou, temos de nos preparar para sacrifícios, e o próprio governo deve ser o primeiro na linha para cortar da própria carne.

Segundo, Temer deve exonerar petistas de quaisquer cargos na Esplanada e cortar o financiamento estatal aos movimentos sociais e aos sites pro-PT. O pagador de impostos bancou a contragosto por anos a militância de esquerda, e é tanto de interesse dele quanto do novo governo que os gastos públicos foquem apenas no essencial.

Terceiro, é essencial dar um sinais de tranquilidade econômica para a sociedade. Temer deve assegurar que seu governo é diferente do de Dilma, se comprometendo com um programa econômico que venha a gerar empregos, diminuir a inflação e aumentar a renda das famílias brasileiras. O caminho para isso é a liberalização: privatizações, reformas tributárias e trabalhistas, diminuição das regulações estatais, independência do Banco Central. O pequeno empreendedor é um soldado contra a crise, e a maior ajuda que o Estado pode dar para ele melhorar de vida é sair de suas costas.

Finalmente, é preciso de comunicação clara. A exemplo do que faz no presente e fez no passado, o PT mentirá de forma incessante para prejudicar seus opositores. Temer deve deixar claro que os programas sociais continuarão, garantir que a Lava-Jato preservará sua independência e mostrar que o governo dará exemplo em austeridade.

A queda de Dilma é como a derrota de Berlim na 2ª Guerra Mundial: a única conquista é o fim da destruição de uma nação.

É preciso reerguer o País que o PT devastou, e isso só pode ser feito com uma visão clara, determinação sólida e postura combativa. As reformas serão difíceis de se aplicar e comunicar, mas são inadiáveis. E os petistas que perderam a mamata tentarão se vingar atacando-as. O cidadão deve saber: se deseja um Brasil livre e próspero, deverá lutar por cada palmo dele.

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