OPINIÃO
07/06/2014 15:01 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Tim Maia x Emicida: quem manda melhor quando o assunto é dinheiro?

Todos nós já cantamos os versos mais conhecidos de Tim Maia. Eles afirmam um fato inegável: queremos amar e ser amados. Mas será apenas isso?

Reprodução

Grito ao mundo inteiro

Não quero dinheiro

Eu só quero amar

Todos nós já cantamos os versos mais conhecidos de Tim Maia. Eles afirmam um fato inegável: queremos amar e ser amados. Mas será apenas isso?

Emicida, poeta dos dias atuais, acrescenta aspectos práticos a essa visão em "Milionário do Sonho":

Mas fique esperto porque sonho é planejamento, investimento, meta,

Tem que ter pensamento, estratégia, tática

Eu digo que sou sonhador, mas sonhador na prática

Ponto para Emicida! Ele foi além da poesia e mostrou que diversos objetivos de vida só se concretizam se contarmos também com recursos financeiros.

Com isso, a vida perde a poesia e a graça? De jeito nenhum. Adotar uma postura responsável de planejamento e investimento não precisa ser difícil, chato ou trabalhoso. Pelo contrário, é algo que deve se tornar natural no nosso dia-a-dia, tanto quanto trabalhar, comer e praticar exercícios.

Ainda não está convencido? Pois aqui vão três razões cruciais que vão ajudá-lo a tomar de vez a decisão de encarar suas finanças de frente, começar a investir e transformar sua história, garantindo um futuro de realizações e tranquilidade:

1. Salários pagam as contas, mas construir riqueza para realizar sonhos exige poupança

Comprar uma casa, pagar a faculdade dos filhos, abrir um negócio, aposentar-se em condições de manter um bom padrão de vida. Independentemente de qual seja seu sonho ou objetivo, dificilmente você conseguirá torná-lo real sem se preparar com antecedência. Isso significa investir uma parcela da sua renda atual para que esses recursos se multipliquem e viabilizem a concretização dos seus planos.

2. Dinheiro parado perde valor por conta da inflação

De um simples sanduíche a um imóvel, tudo fica mais caro com o passar do tempo. Se você deixar seu dinheiro guardado em casa, parado na conta corrente ou investido em uma aplicação que renda menos do que a inflação, estará perdendo poder de compra. É como se colocasse várias moedas em um saco furado e saísse por aí.

Para você ter uma noção, o real passou a valer cerca de um quinto do seu valor de 1994, quando foi lançado. Ou seja, em 20 anos, o poder de compra da nota de R$ 100 cai para apenas R$ 22.

3. Quanto antes você começar, mais se beneficiará do poder dos juros compostos

Quando você investe, logo descobre que seus recursos passam por um fenômeno extraordinário. Você recebe juros sobre o valor aplicado e, se não sacar esses rendimentos, passa a receber juros também sobre eles, uma vez que são adicionados ao valor original. Período após período, o bolo vai crescendo. É o que os especialistas chamam de efeito exponencial dos juros compostos, ou, para simplificar, juros sobre juros.

Por exemplo, se você investisse R$ 100 mil em um fundo que rendesse 10% ao ano e mantivesse o valor aplicado, teria R$ 110 mil ao final de um ano, R$ 260 mil após dez anos e, acredite, R$ 672 mil passados vinte anos. Sete vezes o valor original!

Foco no longo prazo

Esses três motivos deixam claro que bons resultados de investimentos levam tempo. É preciso sempre mirar no longo prazo, considerando preferencialmente cinco anos ou mais.

Portanto, identifique e priorize seus objetivos de vida, estime os valores que você vai precisar e começe a investir já para alcançar os resultados.

E diga aí... Afinal, quem está com a razão: Tim Maia ou Emicida?

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