OPINIÃO
26/08/2015 18:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Sobre ciberativismo, cultura livre e zines

Ao contrário do plágio praticado por pura falta de talento, a ideia do deturnamento funciona mais para revelar do que para ocultar suas fontes.

Imagem: Sheila Uberti (foto sobre mosaico em oficina da artista Silvia Marcon, em Porto Alegre/RS)

Maio, junho e julho foram meses bem corridos por aqui. A começar pelas aulas de Ciberativismo e Cultura Livre na Unisinos, em Porto Alegre, na especialização em Cultura Digital e Redes Sociais, que serviu como uma ótima desculpa para organizar um material disperso que tinha sobre o assunto e que disponibilizo aqui, mais abaixo.

São as apresentações utilizadas como guia para as discussões na aula, com muitas referências e vídeos, a bibliografia referenciada e alguns links complementares. E também a bibliografia de referência, a maior parte disponível na rede pra download grátis.

A outra novidade é o lançamento da 1º edição do Zine BaixaCultura. Faz algum tempo que prometíamos uma continuidade no nosso selo editorial que lançou o livro Efêmero Revisitado: conversas sobre teatro e cultura digital, em 2011.

Diversos contratempos e outros trabalhos infindáveis adiaram esse processo, mas eis que, em junho de 2015, saiu a publicação. A escolha do formato zine é uma forma de dialogar com a contracultura anticopyright dos 1970-80, com os punks, a arte postal e as publicações jornalísticas artesanais da era pré-internet, além de ser mais barata e de fácil circulação.

O tema escolhido pra edição foi o détournement, a partir de uma reedição já publicada no site, o guia para os usuários do deturnamento, texto de 1957 em que os situacionistas Guy Debord e Gil Wolman discorrem sobre formas possíveis de plágio criativo na arte, da literatura ao cinema. Saca um trecho da apresentação ao guia:

"Ao contrário do plágio praticado por pura falta de talento, a ideia do deturnamento funciona mais para revelar do que para ocultar suas origens. Talvez seja uma forma de entrar diretamente no longo diálogo do conhecimento, de expor referências e mostrar à todos o que se quer absorver destas - e da união do que se aproveita de um lado com o que se aproveita de outro é que nasce algo diferente. Parece sempre ter sido assim a criação, e barrar o uso dessas referências é, em todos os sentidos, limitar a criatividade."

A ideia é dar continuidade à série Pequenos Grandes Momentos da História da Recombinação publicada no BaixaCultura, mas também reeditar alguns textos do site e lançar conteúdos exclusivos relacionados à cultura livre e a (contra)cultura digital, em especial aqueles que achamos que combinam melhor com uma leitura em papel.

O zine foi lançado em Joinville, Porto Alegre, Ribeirão Preto e São Paulo e está

disponível online em PDF (gratuito) na página Selo do BaixaCultura . E impresso, com envelope carimbado e adesivo, a módicos R$10 (taxas de envio incluso) no email baixacultura@gmail.com, ou na banca de zines mais próxima de sua cidade.

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Ciberativismo e cultura livre

0. Afinal, o que passa?

1. de onde vem tudo isso?

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Ciberativismo e cultura livre

2. Quem são eles?

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Ciberativismo e Cultura livre - Segurança na rede

3. No futuro todos teremos 15 minutos de privacidade

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Cultura livre e copyleft

Direito autoral, copyright, copyleft, cultura livre, remix, software livre.

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BIBLIOGRAFIA

ASSANGE, Julian (et al.) Cyperphunks: liberdade e o futuro da internet. Trad. Cristina Yamagami. São paulo; Boitempo, 2013.

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SITES

O que é software livre? http://br-linux.org/faq-softwarelivre/

Tem boi na linha: guia prático de combate a vigilância na internet: https://temboinalinha.org/

http://actantes.org.br - coletivo antivigilância e pela liberdade na rede

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